Rede Record e Brazilian News juntos: mais informação para a comunidade brasileira

Quem acompanha a programação da Rede Record já deve ter notado novidades na grade diária, pois desde que assumiu a diretoria do Reino Unido, Álvaro Peixoto e sua equipe não páram de buscar alternativas de informação, serviços e entretenimento para a comunidade local.

Uma revitalização no programa comercial “Record Shopping” foi apenas o primeiro passo. O encontro e parceria selados com um aperto de mãos entre Álvaro e o presidente do grupo Express Media Internacional, do qual o jornal Brazilian News faz parte, foi mais uma vitória. “Esta vitória é da comunidade brasileira que ganha mais informação, gratuita e de qualidade, através de nossa união”, admite o presidente Horácio Sterling.

O Brazilian News está no mercado há nove anos e continua sendo o único veículo semanal, distribuído gratuitamente em mais de 200 pontos na grande Londres. Agora, com a rede Record, mais brasileiros poderão ter acesso a uma das melhores publicações internacionais, pois o Brazilian News traz informações atuais, gratuitas e de qualidade toda quinta-feira para a comunidade brasileira e de língua Portuguesa.

Outras novidades, como o “Minuto Legal” que é uma parceria com a agência de intercâmbio e imigração LondonHelp4U também faz parte desta renovação da rede Record.

O Brazilian News conversou com o diretor da Record, Álvaro Peixoto, que contou detalhadamente seus planos e o que vem por aí.

Brazilian News: Você poderia explicar um pouco esse novo projeto da Rede Record?

Álvaro Peixoto: A rede Recorde tem um projeto de regionalização que visa trabalhar a Record buscando uma linguagem do público local. Estão nós estamos trabalhando para atender as pessoas que convivem e vivem aqui, não só no Reino Unido, mas também na Irlanda, Alemanha, Holanda e outros países, onde o sinal da Record também está sob a minha responsabilidade. Hoje, nós estamos na fase inicial da aplicação deste projeto. Um dos programas que já está indo ao ar é o “Record Shopping”, que tem um baixo custo de produção, e atende aos comerciantes que não tem recurso para investir em comercialização na tevê, que despende de uma verba que não é acessível a todos os empresários.

O mais novo programa que estreou em nossa programação há duas semanas é o “Página 1”, que é um boletim informativo diário que traz as notícias dos principais jornal de Londres. Entre estes jornais está o Brazilian News e o Express News, que nós fechamos esta aliança, pois ambos são excelentes tablóides! Os dois jornais se posicionaram muito bem dentro dos meios de comunicação local. O programa entra duas vezes ao dia na grade da Record, no intervalo do jornal “Hoje em Dia”, transmitido às 13h30, e no intervalo da novela, das 20 horas, “Poder Paralelo” e é apresentado pelo jornalista Marcelo Ribeiro. Na realidade o programa é uma tradução das primeiras páginas dos jornais, porque nós sentimos que uma das grandes dificuldades do nosso povo de língua Portuguesa é o idioma Inglês.

Acontece muito de as pessoas estarem vivendo aqui, mas não sabem o que está acontecendo a sua volta. Então, baseado numa pesquisa que a Record fez, nós identificamos que a maioria dos brasileiros, e também outros povos de língua Portuguesa, não falam Inglês corretamente ao ponto de poder se interessar por um jornal como o Metro, ou o The Sun, que são daqui e trazem informações locais de interesse de todos – independente de ser estrangeiro. Muitas vezes os brasileiros se restringem apenas a programação da Record e deixam passar notícias importantes como, por exemplo, que o primeiro-ministro Gordon Brown anunciou que vai haver outro aumento no imposto de renda. Algo que é de interesse de todos e deveríamos acompanhar também. Tirando esse dado da pesquisa, nós observamos essa carência e decidimos lançar o “Página 1”.

Qual a diferença da Rede Record para outras emissoras?

AP: A grande diferença entre a Rede Record e outras televisões brasileiras é que é a única que tem um sinal livre (free view). Nós, hoje, estamos na Sky, que é a maior operadora de tevê a cabo do Reino Unido e da Irlanda, no canal 801 com a TV Record, e, no canal 0206, com a Rádio Record. A Record compreende três grupos de mídia que são a televisão, a rádio e a revista. Além disso, o sinal da Record é livre, ou seja, com qualquer aparelho, Box, antena, as pessoas conseguem captar o canal em sua casa sem pagar nada por isso. Não é necessário pagar nenhuma assinatura, nenhuma mensalidade para ter a Record em sua casa. Qualquer pessoa, desde que tenha um receptor, pode ter o Brasil em sua casa com toda a programação: jornal, novela, entretenimento, tudo que a Record oferece de melhor lá também está aqui para o povo brasileiro assistir.

A programação internacional é a mesma do Brasil?

AP: Basicamente, sim, porém estamos expandindo. Desde que assumi a Record há três meses, nós já aperfeiçoamos o “Record Shopping”, estreamos o “Página 1” e em algumas semanas deve entrar no ar o programa “Economia e Negócios”, que é um programa de entrevista em que nós vamos estar conversando com os principais conquistadores. Eu falo isso, porque nós vamos pegar aquela pessoa que chegou aqui e mudou a sua história aqui, escreveu uma nova história no Reino Unido. Vamos mostrar aos brasileiros que vivem no exterior que, muitas vezes estão numa situação difícil, que é possível vencer. Existem pessoas que venceram!

Outro produto que nós estaremos lançando, no próximo mês, que é uma parceria que nós estamos fechando com a agência de intercâmbio e imigração LondonHelp4U, será o “Minuto Legal”. Nesse bloco de um minuto a diretora-executiva da LondonHelp4U, Francine Mendonça, vai responder dúvidas e abordar assuntos sobre imigração, novidades e dicas para os brasileiros. Então, como você pode notar, nós estamos trabalhando nesse sentido de fazer uma televisão mais regional. Para que os nossos conterrâneos – sem ter que pagar nada – tenham informações de seu país e informações do país no qual eles estão vivendo, inclusive assuntos de interesse da comunidade local.

É muito fácil retransmitir o sinal brasileiro aqui, mas assim nós não estaríamos atendendo a comunidade, fato que é de extrema importância e zelo da nossa diretoria. Por isso que o sinal da Record é gratuito, não cobramos como outras emissoras, nós trazemos a melhor produção brasileira para cá e, além disso, ainda estamos inserindo em nossa programação produtos para que possamos ajudar nossos conterrâneos em suas maiores necessidades que são imigração, informação e comercialização.

Esse foi o motivo de buscar a parceria com o Brazilian News?

AP: Justamente pela informação que o Brazilian News traz hoje, a capacidade do Brazilian News de ter essa informação semanalmente, atingindo o brasileiro e outros povos de língua Portuguesa também. O BN não é só um sucesso entre os brasileiros, mas entre os povos de língua Portuguesa em geral, pois traz informação daqui. Exatamente o que nós temos buscado e encontramos esse apoio no BN. Então, o motivo dessa aliança, é justamente isso: nós temos um meio de comunicação que é a tevê e o BN tem um sistema de informação muito perfeito, muito bem elaborado, bons profissionais trabalhando que vão nos capacitar para levar essa informação a ainda mais conterrâneos.

O BN completa todas as necessidades de informação dos brasileiros que moram no Reino Unido, o que outros veículos não conseguem fazer e isso chamou a atenção do Grupo Record. Pois vocês atendem e assistem a comunidade com uma informação confiável e atual. O projeto do ‘Páginas Brasileiras’ também vem ao encontro disso tudo, incorporando o que os jornais BN e Express News desenvolvem. Isso mostra que vocês estão preocupados com o nosso povo e essa preocupação tem sido a preocupação da rede Record também, e é o que tem nos levado a procurar essas parcerias.

Milhares de imigrantes e ingleses marcharam neste feriado em prol da anistia para ilegais

Marcha 2009

Marcha 2009

No feriado desta segunda-feira, 4, cerca de 30 mil pessoas se reuniram na Praça Trafalgar, no centro de Londres, vindos de diferentes pontos de encontro da capital, para defender a anistia de imigrantes que permanecem vivendo e trabalhando no país ilegalmente. Em sua terceira edição, a marcha contou com a participação de políticos, ativistas, estudantes e profissionais liberais, ingleses, latinos, ibero-americanos, europeus, pretos, brancos, índios, mestiços, etc. A marcha é um evento promovido pela organização não-governamental ‘London Citizen’, sendo que outras 120 entidades também apóiam e auxiliaram na organização.

Um dos principais pontos de saída da passeata foi na catedral de Westminster, onde o Arcebispo de Southwark, Patrick Lynch, defendeu os direitos dos imigrantes argumentando que a igreja católica da Inglaterra e do país de Gales sempre apoiou e foi solidária com esses trabalhadores. O arcebispo também declarou que eles não devem ser ‘bodes expiatórios’ da crise mundial.

“Minhas preces de hoje vão para os trabalhadores imigrantes que não devem pagar pelos tempos de recessão e não devem ser alvos da frustração de outras pessoas sobre a economia atual”, completou Lynch durante a missa.

Durante seu sermão, o arcebispo Lynch avaliou que se trata de uma questão moral que trabalhadores ilegais, que estejam vivendo no país por cinco anos ou mais, deveriam ter a oportunidade de construir seu futuro com mais garantias e que possam continuar contribuindo com a sociedade inglesa com igualdade.

“Vocês trabalham aqui, seus filhos nasceram aqui e vão a escola aqui, vocês são parte de nossa comunidade e sociedade, então uma maneira deve ser encontrada para que vocês aqui permaneçam” , defendeu Lynch a uma congregação de diferentes nacionalidades.

A missa foi realizada junto com outros serviços religiosos pela cidade, como parte das ações da campanha ‘Strangers into Citizen’, da ONG ‘LondonCitizen’.

Na Igreja Santa Margarete, que teve um serviço anglicano com o Bispo de Southwark, Tom Butler, a causa também foi debatida e defendida pelo religioso. “O que está sendo pedido é um simples reconhecimento daqueles que estão neste país há anos e devem ser dado a oportunidade de serem mais produtivos e melhores cidadãos”, enfatizou Butler em seu sermão.

Defensores da regulamentação acreditam que após um período de quatro anos sendo ilegal, mais um período probatório de dois, considerando outros itens como fluência na Língua Inglesa, ficha criminal limpa, referências, etc, devem ser aferidas na decisão de anistiar o indivíduo.

Desde 2007, que a campanha ‘Strange into Citizens’, da qual a marcha é resultado, ganhou força junto ao Partido Liberal-Democrata e, também, com o atual prefeito de Londres, Boris Johnson, para desenvolver planos de regulamentação para estes imigrantes. Acredita-se que 450 mil devem conseguir asilo, caso o governo prossiga com o apoio a causa.

O órgão governamental que cuida das fronteiras do país, denominado Home Office, admite que é impossível remover 750 mil imigrantes ilegais que é acreditado existir hoje na Grã-Bretanha. Atualmente são deportados 30 mil ilegais por ano. Apesar dos dados, o ministério de imigração britânico e o Home Office vêm, cada vez mais, dificultando a entrada de imigrantes não-europeus no Reino Unido.

Festa por uma boa causa com o ritmo brasileiro

‘Manifeste-se com o ritmo brasileiro’ é uma festa organizada pela ONG Vídeo Manifesto, que acontece nesta terça-feira, 12 de maio, no Guanabara, visando arrecadar fundos para projetos da ONG.

A programação da festa conta com a banda Choro Bandido, a escola de samba Barking Bateria, apresentação de capoeira com o grupo abada e sorteios de brindes. Será uma festa brasileira por uma boa causa com muita música, samba e alegria.

Video Manifesto é uma ONG fundada na Inglaterra com o objetivo de oferecer qualificação profissional na área de audiovisual, aos jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro.

A ONG dá voz a jovens marginalizados para que possam se expressar e encontrar soluções para problemas de suas comunidades. Uma oportunidade para que manifestem seus anseios, desejos e preocupações através da arte de produzir filmes e documentários. “Liberdade de expressão social e qualificação profissional facilitando a entrada desses jovens no mercado de trabalho, em busca de uma vida melhor, é o nosso foco principal”, declara a assessoria da Vídeo Manifesto.

Companhia de dança Balé de Rua estréia em Londres

Uberlandenses voam a Europa para uma curta temporada de duas semanas no Centro Cultural Barbican

Bale de Rua

Bale de Rua

A companhia de dança mineira Balé de Rua, após fazer uma temporada européia no passado, foi convidada a voltar ao velho mundo pelo famoso centro Cultura Barbican, onde ficará duas semanas com o espetáculo “Balé de Rua”, a partir do próximo dia 21. Com 15 bailarinos e mais três membros da companhia, o grupo irá mostrar ritmos, passos, danças, batuques, percussão, ou seja, o característico estilo Balé de Rua de fazer dança.

Aclamada pela precisão e criatividade do trabalho artístico, a Companhia Balé de Rua também é reconhecida pelo desenvolvimento de aulas e oficinas voltadas a menores carentes. Desde sua fundação, em 1992, e após a abertura de centro e turmas de dança, é incontável o número de garotos que passaram pelas classes do Balé de Rua.

O Brazilian News conversou com o diretor e preparador técnico da companhia, Fernando Narduchi, para saber mais detalhes do espetáculo e a viagem a Londres.
Como surgiu a oportunidade do balé de Rua voltar a Europa e vir a Londres?

Fernando Narduchi: É um processo de longos anos. Eu diria que tudo começou há 17 anos, quando a gente fundou a companhia, e foi uma sequência de fatos para a gente chegar hoje a ter essas apresentações marcadas. Mas esse contato foi em função da nossa turnê do ano passado, que passamos por Paris e Edimburgo, onde estreamos este espetáculo que foi desenvolvido especialmente para o público internacional. Foi mais de um ano para criar e estamos orgulhosos de estrear na capital inglesa com esse show. Então, há uma expectativa muito grande nossa, de estar aí pela primeira vez, pela importância da cidade e do próprio Barbican. Acho que é um conquista muito grande para nós, como companhia de dança brasileira. Esperamos que o povo de Londres goste e aprecie nosso trabalho.

Como foi a transição para se tornar um profissional de dança?

FN: Nos anos 80 houve um movimento de rua muito forte, em Uberlândia, onde havia vários grupos independentes que não tinham progressão na mídia e nem eram conhecidos. Então tudo começou mesmo por nossa vontade de dançar! Foi o quê nos uniu, o quê nos aproximou e como nós nos conhecemos. Nós não fazíamos parte da cultura oficial de lugar nenhum e conseguimos conquistar um espaço na cidade, começamos a nos apresentar em festivais e eventos. Não só nós do grupo Balé de Rua, mas os grupos desse movimento que estava acontecendo nos anos 80 e 90 aqui. A partir daí, nós seguimos nosso objetivo que era se profissionalizar, nosso sonho era podermos viver de dança. Transformar a dança numa profissão, porque a gente fazia aquilo somente por amor, por paixão e por tesão. Ainda fazemos por esses motivos, só que hoje nós conseguimos fazer com que a dança seja também nosso meio de vida.

Os dançarinos que compõem o grupo hoje são todos dançarinos profissionais?

Bem, no nosso grupo hoje, cerca de 30% ainda são da época de fundação. Dos 15 bailarinos que compõe a Companhia Balé de Rua, alguns vêm da primeira geração, outro da segunda geração. Tem gente que dança há 10 anos, outros que dançam há oito. Nessa ida para Londres tem um que irá estrear com a companhia profissional, será a primeira vez que ele vai viajar para o exterior com a gente. Ele é aluno nosso há um ano e estagiário, e agora ganhou espaço dentro do grupo profissional.

Como são selecionados esses novos dançarinos?

Quando a gente virou profissional, tivemos a iniciativa de abrir escolas de dança em diversos pontos da cidade. Cada bailarino tentou abrir uma frente de trabalho do bairro em que mora. Essa iniciativa do grupo Balé de Rua tem o objetivo de descobrir talentos, criar oportunidades para jovens de baixa renda, pois nós viemos da periferia e conquistamos esse espaço. Então, nós temos condição, hoje em dia, de abrir ainda mais portas com esse projeto ‘Novos Talentos’. Hoje nós somos seis grupos de danças, um grupo de percussão – que o artista Nana Vasconcelos ajudou a iniciar – e mais uma turma de rap e hip-hop também.

Qual o tipo de dança que o grupo Balé de Rua trabalha?

Eu tenho o prazer de te contar que o que a gente dança hoje é uma identidade própria nossa – que era nosso objetivo quando começamos a ideia da companhia. Então, através de pesquisa, e com nossa trajetória, a gente dança o estilo ‘Balé de Rua’.

Mariana Aydar faz show de novo álbum em Londres

Mariana Aydar

Mariana Aydar

Parte da nova geração de música brasileira, a jovem paulistana Mariana Aydar traz o trabalho “Peixes, Pássaros, Pessoas” aos palcos do Guanabara na terça-feira, 19, com ingressos antecipados a 7 libras (www.wegottickets.com).Acostumada com camarim, backstage, ensaios, estúdios desde sua infância, Mariana sempre transitou pelos bastidores do mundo da música ao lado da mãe-produtora Bia Aydar e do pai-músico Mário Manga.

Aos 29 anos, lançando seu segundo álbum, ela já é apontada como uma das promessas de sua geração e falou ao Brazilian News sobre sua carreira, a expectativa do show em Londres e a influência positiva da internet na música hoje em dia.

Sua família teve alguma influência na escolha da sua profissão?

Mariana Aydar: Não teve influência alguma, porém desde pequena eu sempre convivi muito com música por causa dos meus pais. Acho que essa foi a principal influência, mas eles me deixam muito livre e não opinam em nada na minha carreira. Claro que é um fator bastante importante, mas acho que tudo aconteceu de uma maneira bastante positiva para mim. Eu aprendi muito observando e convivendo com artistas, o que me deu mais segurança talvez. Ser músico é natural para mim.

Você teria alguém que tenha sido um tutor no desenvolvimento de sua carreira?

MA: Acho que não. Todos que eu tive a oportunidade de dividir o palco, cantando, fazendo parceria, acabou me ensinando algo. Todas essas experiências com outros músicos, que tem mais vivencia que você, é um grande aprendizado.

Como está a expectativa para o show em Londres?

MA: Muito bom! Adoro Londres! Já fui umas três vezes para a cidade. Quando morei em Paris eu visitava Londres. Mas esse show, na realidade, é a estréia do disco novo na Europa, o que aumenta a expectativa. Neste segundo álbum “Peixes, Pássaros, Pessoas” têm 13 músicas inéditas, três composições minhas e as outras são de compositores de uma nova geração, que eu acredito muito na força deste pessoal. Então, eu considero esse trabalho bem autoral e espero que o público goste, pois eu estou bem feliz de ter a oportunidade de mostrar tudo isso.

Musicalmente, tem alguma diferença entre novo disco e seu primeiro trabalho?

MA: Creio que houve um amadurecimento natural. Meu primeiro trabalho foi muito bem aceito, tanto de crítica como de público. E já foi uma grande diferença ter um público meu, um show só meu, pois quando comecei eu cantava forró. Então foi um choque para mim, pois com o primeiro CD eu cantei para públicos bem maiores do que estava acostumada. Eu avalio que com esse trabalho eu consegui passar por experiências importantes, o que me fez amadurecer muito. E eu acho que isso transparece nesse disco novo.

Como você definiria essa nova geração de músico. Você vê alguma ruptura com gerações passadas?

MA: Não ruptura, eu acho que a nova geração agrega. Eu acho que a gente consegue agregar o passado, a tradição que tem na música aqui no Brasil, com o que está acontecendo no mundo globalizado. Nós ouvimos todos os dias novas canções, então eu acho que esta geração faz o esse intercâmbio entre as raízes e a modernidade muito bem!

Qual sua opinião sobre a internet e, principalmente, o YouTube?

MA: Eu acho maravilhoso, pois você tem acesso a qualquer som a qualquer momento. Faz um show hoje e em poucas horas já pode ver tudo, acho que esse é um meio de divulgação muito bom para os músicos!

Marcha pede anistia para imigrantes irregulares

Ano passado marcha reuniu 20 mil pessoas

Ano passado marcha reuniu 20 mil pessoas

A edição 2009 da marcha em prol da regularização de milhares de imigrantes ilegais, que vivem e trabalham no Reino Unido – principalmente ibero-americanos –, está marcada para o feriado da próxima segunda-feira, 4, em Londres. Com uma expectativa de trinta mil participantes entre políticos, ativistas, estudantes e profissionais liberais, este será o terceiro evento promovido pela organização não-governamental ‘London Citizen’, sendo que outras 120 entidades também apóiam e auxiliam na organização da marcha.

Um dos diferenciais deste tipo de passeata é a participação em massa de igrejas e entidades religiosas, sendo que missas especiais são ministradas nas principais catedrais de Londres, como a de Westminster, sendo este um dos principais pontos de saída da marcha. No total serão sete pontos da cidade, de onde grupos de imigrantes seguirão em direção a Praça Trafalgar, localizada no centro de Londres. A maioria dos ibero-americanos deve sair do bairro latino de Elephante & Castle, ao sul da capital.

O futuro presidente da Assembléia de Londres, Darren Johnson, do Partido Verde, deve acompanhar a marcha com os ibero-americanos, pois prometeu discursar pouco antes do início da marcha no bairro latino. Desde 2007, que a campanha ‘Strange into Citizens’, da qual a marcha é resultado, ganhou força junto ao Partido Liberal-Democrata e, também, com o atual prefeito de Londres, Boris Johnson, visando o desenvolvimento d planos de regulamentação para estes imigrantes. Acredita-se que 450 mil devem conseguir asilo, caso o governo prossiga com o apoio a causa.

Defensores da regulamentação acreditam que após um período de quatro anos sendo ilegal, mais um período probatório de dois, considerando outros itens como fluência na Língua Inglesa, ficha criminal limpa, referências, devem ser aferidas na decisão de anistiar o indivíduo. O órgão governamental que cuida das fronteiras do país, denominado Home Office, admite que é impossível remover 750 mil imigrantes ilegais – número que se acredita existir hoje na Grã-Bretanha.

Atualmente são deportados 30 mil ilegais por ano. Apesar dos dados, o ministério de imigração britânico e o Home Office vêm, cada vez mais, dificultando a entrada de imigrantes não-europeus no Reino Unido.

Obama recebe premiê britânico e promete relação ‘especial e forte’

Obama recebe Brown

Obama recebe Brown

O presidente americano, Barack Obama, recebeu nesta terça-feira, 3, a visita do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, na Casa Branca e prometeu que o relacionamento entre os dois países permanecerá forte.

“A Grã-Bretanha é um de nossos aliados mais próximos e fortes, e essa relação não será quebrada”, disse Obama.

“A relação só se tornará mais forte com o tempo”, acrescentou. “Ela não é importante apenas para mim, mas para o povo americano.”

Brown foi o primeiro líder europeu a se encontrar com Obama desde que ele assumiu a Presidência americana, em janeiro.

Economia

O tema principal do encontro desta terça-feira foi a economia. Os dois líderes concordaram que é necessário promover reformas na forma de regular o sistema bancário mundial.

Obama disse que os países não devem encorajar o protecionismo em momentos de crise.

A expectativa é de que Brown também faça críticas ao protecionismo nesta quarta-feira, quando fará um pronunciamento no Congresso americano.

No discurso, o primeiro-ministro britânico deve relacionar o esforço atual para combater a recessão com a luta contra o fascismo na década de 1940.