Bossa na terra da rainha

Bossa Nova em Londres pelos olhos – ou melhor, os ouvidos – de um músico brasileiro

(materia especial para o iG)

De uma família de músicos que estiveram diretamente envolvidos com a bossa nova, Gui Tavares divulga o estilo em Londres, desde 2000, quando realizou sua primeira apresentação abrindo um show de João Gilberto, no consagrado Barbican Hall. Três anos depois, quando se mudou para a capital inglesa, Gui começou a desenvolver diversos trabalhos na Inglaterra e em toda a Europa, como o álbum Amigos & Friends, no qual gravou quatro músicas dedicadas a Roberto Menescal, João Gilberto e Marcos Valle. “Eu me considero um músico de bossa nova, pois iniciei meus estudos musicais a partir dela”, relata.

“A bossa nova sempre foi querida em todo o mundo desde seu aparecimento, é algo que quando toca um coração, contagia e faz se apaixonar. Por isso, muitas bandas internacionais usam esse estilo em seus shows. Posso citar Sting, George Michael, George Fame, Ella Fitzgerald, Burt Bacharach, Quincy Jones, Al Jareau”. Apesar dos músicos serem fãs do estilo, segundo Gui Tavares, não há na Europa um ícone bossa nova marcante como há nos Estados Unidos. “A parceria entre Frank Sinatra e Tom Jobim foi um marco. Mas na Europa não existiu nada parecido.”

Sobre o público inglês, o músico revela: “Para os que previamente já ouviram bossa nova é um prazer orgástico, principalmente quando toco músicas que não são tão conhecidas ou sucessos com novos arranjos. Para aqueles que ouvem pela primeira vez é uma surpresa grata. Os intérpretes devem estar sempre muito próximos da audiência e fazer com que eles se sintam parte da performance”.

Este ano, para celebrar os 50 anos da bossa nova, Gui Tavares produziu a peça Pobre Menina Rica, juntamente com Rogério Correa e Maria O`Connell, em Londres. Ele teve a oportunidade de contar com a participação especial de um de seus autores: o cantor e compositor Carlos Lyra. “Foi uma experiência muito gratificante, principalmente porque Carlos Lyra agradeceu muito por nós cuidarmos tão bem de sua obra. Lyra tem minha admiração desde a primeira vez que o ouvi em programas de rádio e tevê. Eu ficava gravando as performances dele em meu pequeno gravador cassete e depois passava dias e dias tirando as melodias de ouvido. Nunca imaginei que, um dia, acabaria fazendo este musical que ele tanto falava, ainda mais contando com sua participação.” Na ocasião, a participação de Lyra foi simplória, mas emocionante – tanto para a platéia quando para o próprio músico, que chorou ao entoar a canção Minha Desventura.

http://igpop.ig.com.br/bossanova/noticias/2008/09/01/bossa_na_terra_da_rainha_1612102.html

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