Emerson Fittipaldi fala sobre sua experiência no campeonato A1GP com exclusividade para o BN

No domingo 27 de abril, equipes, carros, pilotos e torcedores fecharam a rua Regent, em Picadilly, numa mega-exposição e promoção do A1 Grand Prix, que é o mais novo campeonato de corridas internacional. O destaque do evento foi o bicampeão mundial de Fórmula 1, campeão mundial de Fórmula Indy e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis, Emerson Fittipaldi. Nesta que é a terceira temporada do A1, estão participando 22 equipes.

Emerson Fittipaldi é o diretor da equipe do Brasil, que foi classificada em sexto e décimo oitavo lugar, respectivamente, nas temporadas passadas. Na última etapa da temporada de 2008, que acontece neste fim de semana, em Brands Hatch, Inglaterra, o piloto Xandinho Negrão defenderá o Brasil novamente.

Fittipaldi conversou exclusivamente com o Brazilian News explicando um pouco mais sobre esse campeonato e as chances da equipe brasileira.

Brazilian News: Como está sendo essa experiência no campeonato A1GP?

Emerson Fittipaldi: Eu acho o conceito da A1 fantástico, pois cada país tem a sua equipe, como numa Copa do Mundo de Futebol. Antes o Nelsinho Piquet que era o meu piloto e agora ele está na Formula 1, e essa relação com os brasileiros é muito legal, buscar os novos talentos no Brasil e vê-los desenvolver, vindo das categorias inferiores até chegar nos grandes campeonatos mundiais.

BN: O Brasil sempre revelou grandes pilotos, você, Nelson Piquet, Ayrton Senna. Quem será o próximo?

Fittipaldi: Eu digo que há lacunas de tempos em tempos. O que aconteceu no Brasil após a morte do Ayrton Senna. Agora temos o Felipe Massa que está indo muito bem, o Rubens Barrichello, o próprio Nelson Piquet Junior está se destacando também. É sempre difícil continuar com um representante no topo o tempo todo. O que eu acho que tem que ter é uma continuação, incentivo para garotos começarem cedo a pilotar kart. Hoje, por exemplo, eu tenho dois netos correndo com kart em Palm Beach, nos Estados Unidos. Um de seis anos de idade e um de 12. E esses meninos que estão hoje no kart, categoria que temos muitas corridas e campeonatos por todo o Brasil, são nosso futuro.

BN: Qual o principal diferencial do A1GP?

Os carros são exatamente iguais, nós não podemos modificar os carros, apenas ajustar os carros. A preparação da equipe também deve ser bem precisa de acordo com cada pista e sua especificidade. Os pilotos devem ser do país da equipe, o que é muito legal, pois dá oportunidade para países como China, África do Sul, Malásia, Indonésia, que não tem muita tradição mostrar seus talentos. Eles podem competir com mesmo nível e potencial técnico, pois na Formula 1 não tem espaço para todo mundo.

BN: Qual a sua expectativa para esta corrida, numa pista que é bastante familiar pra você?

Fittipaldi: É uma pista fantástica que vai dar muito trabalho pra todas as equipes. Uma pista bastante tradicional aqui na Inglaterra, com muitas curvas, subidas e decidas que exige bastante dos pilotos. O que garante uma grande corrida. Creio que será uma corrida incrível. Parece que a Suíça pode levar o campeonato, mas a Nova Zelândia também está no páreo e vai ficar em cima. A Inglaterra também não está descartada. Será uma grande corrida de qualquer maneira. Espero que o Brasil se saia bem também. Para este campeonato não temos mais chances, mas já estamos preparando para ficarmos numa posição melhor na próxima temporada.

BN: Qual a expectativa para a equipe do Brasil?

Fittipaldi: Não tem sido fácil para nós. Tivemos muitos altos e baixos e não conseguimos atingir alguns pontos que pretendíamos. Agora estamos de olho na próxima temporada, com os novos carros da Ferrari, buscando novos talentos pra colocar o Brasil na posição que lhe é merecida.

BN: Qual sua opinião sobre a atual temporada da Formula1?

Fittipaldi: Eu acho que tudo depende do desempenho da Ferrari e da McLaren. A Ferrari está dominando ultimamente, mas a McLaren sempre teve muita força e pode voltar com um carro mais rápido a qualquer momento.


A1 Grand Prix
O A1 Grand Prix é um campeonato de corridas internacional que acontece desde 2005, durante o recesso do Campeonato Mundial de Fórmula 1, da Fia. Para assegurar que se realiza um verdadeiro “Campeonato do Mundo”, a A1 Grand Prix distribuiu 23 licenças (franchise) para serem vendidas nos respectivos países ou territórios; sete outras licenças estão disponíveis para países que queiram participar. Sendo assim as equipes são divididas por países.
Cada Grande Prêmio A1 é realizado em um período de três dias. O primeiro dia envolve a sessão de treino livre, onde as equipes se familiarizam com a pista. No segundo dia ocorre outra sessão de treino livre e uma sessão de treino classificatório. No terceiro e último dia são realizadas duas corridas. A primeira, mais curta, tem duração entre 15 e 20 minutos. A corrida principal acontece depois, à tarde, e dura entre 40 e 60 minutos.
É um campeonato monomarca. Todos os carros usam um chassis construído pela Lola com motor de 3.4 L de capacidade e V8 cilindros, construídos pela Zytek. O chassi pesa aproximadamente 600 quilos. O motor tem uma potência de cerca de 390 kW (520 kW). Todos os carros terão pneus Cooper Avon.

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