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Os encantos de Bournemouth

25, Julho 2008 · 3 Comentários

Qualidade de vida é ter tempo pros amigos, gostar do local onde mora, fazer exercícios regularmente, fazer happy-hour regularmente, conseguir conciliar trabalho e família, ser feliz consigo mesmo, passar o final do dia na praia… E os habitantes de Bournemouth garantem que a cidade lhes oferece tudo isso e muito mais!

by Paula Medeiros

Pessoas andando de chinelo, bermuda e biquíni por baixo do vestido. A primeira imagem que vem a cabeça é de algum balneário brasileiro, certo? Bem, então, prepara-se para mudar seus conceitos, pois a cena descrita acima também é possível – e em plena segunda-feira! – na Inglaterra, mais precisamente a duas horas de trem de Londres, na cidadezinha praiana de Bournemouth.

Já ouviu falar? Talvez algum amigo ou conhecido brasileiro que mora por ali, não é mesmo?! A possibilidade de isso ser verdade é bastante grande, pois de acordo com dados oficiais do Concil de Dorset, condado em que é localizada, existe cerca de dez mil brasileiros morando em Bournemouth.

E este fato pode ser conferido facilmente andando pela rua principal da cidade. Pessoas se cumprimentam em português, conversam ao telefone, exibem camisetas verde-amarelas ou de cidades brasileiras.

Nesse ambiente descontraído, entre abraços, distribuição de panfletos e acenos, é que a promoter Daniela Queiroz apresenta a cidade ao Brazilian News. “Aqui é sempre assim, encontramos os amigos e conhecidos a toda hora pela rua. Além de ser tudo perto, praia, praça, escola, lojas; tem um grande número de brasileiros que mora logo no final da rua principal. O local é denominado Triângulo e nessa ladeira sempre tem brasileiro subindo e descendo a qualquer hora do dia”, comenta.

Há quase oito anos morando em Bournemouth, Daniela revela que acompanhou essa explosão da comunidade brasileira local. “A cidade por ser litorânea e por dispor de uma das melhores qualidades de vida do Reino Unido sempre atraiu brasileiros, mas eu vejo que a quantidade vem aumentando nos últimos anos. Porém também tenho amigos que estão há 18 anos por aqui!”, explica Daniela que veio a Inglaterra com o intuito de aprender inglês.

Apesar dos anos e da comodidade, ela revela que ainda sente muita saudade de Salvador, sua terra natal, mas principalmente da família. “Meu único sobrinho está lá, completando um aninho de idade e eu não estou presente. Por mais que exista internet, dá pra falar, ver, tudo isso; mas o contato físico, tocar, sentir o cheiro é bastante forte”, desabafa.

Como Daniela, os amigos Fabiano Bincoletto, Beatriz Vianna Bradbury e José Cleiton Souza também decidiram viajar e morar por um tempo na Inglaterra para aprender a língua. De todos do grupo, Cleiton foi o único que viveu em Londres, diz que quando veio a Bournemouth para passar um final de semana, apaixonou-se pela cidade e nunca mais voltou. Iniciando um novo empreendimento, Cleiton afirma que hoje seu lugar no mundo é Bournemouth. “Eu moro aqui e não pretendo sair, a liberdade de expressão desse povo me conquistou. Há seis meses comecei a investir no sonho de ter um negocio próprio, abri este centro comercial – uma união de mercearia, café, cabeleireiro, salão de beleza e ainda quero ampliar –, onde os brasileiros podem encontrar serviços exclusivos e os ingleses têm acesso e conhecimento sobre a nossa cultura. Uma das razões para investir num empreendimento como esse é o desejo de, um dia, eu ter a liberdade de poder ir ao Brasil com mais freqüência do que depender dos 25 dias anuais de férias que eu tinha na fábrica onde trabalhava anteriormente”, confessa Cleiton que largou a faculdade de arquitetura em Campo Grande, trabalhou como modelo e, hoje em dia, pode ser definido como empresário.

Este é um ponto que todos os amigos têm em comum: eles adoram a Inglaterra, optaram por morar e constituir família no país, mas cultivam o sonho de conseguirem dividir profissionalmente a possibilidade de trabalhar no Brasil e aqui.

Fabiano ainda frisa que um dos motivos mais fortes por ter permanecido em Bournemouth, além da aceitação fantástica que a Inglaterra concede aos imigrantes, é o ambiente descontraído e acolhedor que a região oferece. “A Inglaterra me aceitou de braços abertos, e eu me adaptei econômica, cultural e emocionalmente muito fácil também. Foi uma fusão perfeita. Enquanto eu tinha amigos que sofriam – apesar de ser uma palavra um pouco forte… – com todas as mudanças, eu estava adorando e curtindo tudo que era diferente. Adoro Londres, mas acho que sou muito mais feliz por ter optado por Bournemouth. E Londres fica logo aqui, de carro, de trem, vamos passear quando temos vontade”, considera o ex-gerente de marketing do Citibank de São Paulo e atual dono de uma das escolas de Inglês mais promissoras da região.

A paulistana Beatriz foi outra que mudou radicalmente o estilo de vida e a carreira profissional. “Eu deixei para trás uma carreira que tinha tudo pra dar certo, era pós-graduada e contratada pela IBM, mas eu não era feliz. Minha vinda pra cá também foi para aprender inglês. Mas após os primeiros anos que eu estava aqui e já tinha inglês suficiente para voltar, e sentia que não era isso que eu desejava. Larguei completamente a informática e tudo foi acontecendo… Comecei dando aulas particulares de Capoeira – mesmo quando trabalhava na IBM eu já participava de rodas e fazia aulas de Capoeira. Hoje é a minha realização poder estar aqui ensinando um pouquinho da cultura brasileira para os ingleses. Com a Capoeira é possível passar valores e espiritualidade que ajudam a sociedade deles a melhorar. Acho que é uma troca perfeita! Eu atingi meu objetivo que era trabalhar profissionalmente com a capoeira e, ao mesmo tempo, retribuo esta conquista à sociedade inglesa que me acolheu e abriu esta porta”, gratifica ela que ministra aulas em cinco cidades da região de Dorset.

Como eles mesmos brincam, cada um dos amigos cobre um aspecto – cultural, educacional, físico, culinário e de entretenimento – do qual a comunidade brasileira tem de bom para oferecer a cidade. Sejam as festas, as aulas de língua, as comidas, as aulas de capoeira… Ou mesmo as risadas regadas com alegria e felicidade que o grupo emanam quando se reúnem e contagia todos a sua volta.

Com certeza, eles são apenas alguns dos mais de 160 habitantes de Bournemouth que tornaram a cidade, em 2007, o local mais feliz para se morar em todo o Reino Unido – de acordo com uma pesquisa realizada pelo First Direct Bank. Se a paixão de viver dos brasileiros influenciou neste índice? Bem, daí teremos que fazer outra pesquisa para descobrir…

Você sabia?
- O litoral de Dorset foi recentemente decretado Patrimônio da Humanidade
- Toda sexta-feira acontece uma queima de fogos no píer.
- Bournemouth tem mais de dois mil acres de parques e é conhecida como “Jardim a beira mar”.

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Greenwich: uma aula de história

22, Julho 2008 · 2 Comentários

Já notou que em alguns casos o horário vem seguido pelas letras GMT? O significado disso está no parque de Greenwich, que corresponde ao G da sigla e o restante das palavras mean time, que significa tempo médio e é usado como marco da hora zero do mundo.

O parque de Greenwich abrange 74 hectares, incluindo partes inclinadas que oferecem uma vista privilegiada do rio Tâmisa, de Docklands, Blackheath, prédios de Bank e até a Catedral de São Paulo.

Foi o primeiro dos parques reais a ser cercado e nele estão prédios históricos importantes para a história inglesa como o Old Royal Observatory (Antigo Observatório Real), o Observatory Planetarium (Planetário), e tem como vizinho o Royal Naval College (Faculdade Real Naval), National Maritime Museum (Museu Nacional Marítimo) e a Queen’s House (Casa da Rainha).

O local foi habitado pelos Romanos por um tempo, porém sempre estará fortemente ligado à nobreza e a família real britânica. Desde que as terras do parque foram herdadas pelo Duque de Gloucester, irmão do Rei Henry V, gerações de monarcas viveram momentos significantes nesse magnífico parque.

Greenwich foi o local onde nasceu Henry VIII, quem introduziu veados e cedros no parque. Suas duas filhas, Mary I e Elizabeth I, também nasceram ali. Seu filho Edward VI faleceu em Greenwich antes de completar 16 anos.

O Rei Charles II foi o responsável por trazer ciência ao parque. Ele fundou a Royal Society (Sociedade Reais), em 1661, mesmo ano que iniciou a construção do Observatório Real, nominado Flamsteed em função do primeiro astrônomo real, John Flamsteed. Hoje, a peça pode ser encontrada no Museu Nacional Marítimo.

A partir de um hobby da realeza, somente séculos mais tarde que a idéia de uma hora única no país começou a ser elaborada. Seguindo a idéia de Dr. William Hyde Wollaston (1766-1828), popularizada por Abraham Follett Osler (1808-1903), foi criada uma única hora legal para todo o país (Inglaterra, Escócia e País de Gales). Foi a primeira nação no mundo a implementá-la.

Esta hora legal era medida pelo Observatório Real de Greenwich, em cooperação (desde 1830) com outros observatórios mundiais, e fundamentava-se em eventos astronômicos, em especial na rotação da Terra. O Observatório de Greenwich havia já desempenhado uma posição muito importante na navegação marítima baseada na medição exata do tempo.

Na seqüência, na década de 1840, as diversas horas locais britânicas foram substituídas pelo Greenwich Mean Time (GMT) ou Tempo Médio de Greenwich, também conhecido por hora de Londres.
A primeira companhia de caminhos de ferro britânica a adotar a hora de Londres foi a Great Western Railway, em Novembro de 1840. Rapidamente outras companhias a seguiram, e por 1847 quase todas usavam GMT. Em 22 de setembro de 1847, uma entidade de normalização industrial, a Railway Clearing House, recomenda que a hora GMT seja adotada em todas as estações, assim que os Correios Centrais o permitissem. (Os Correios Centrais faziam a comunicação da hora por telégrafo). Em 1855, a maioria dos relógios públicos da Grã-Bretanha apresentava a hora GMT.

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Bushy: de campo medieval a parque da realeza

22, Julho 2008 · Deixe um comentário

Aula de história, diversão, prática de esportes, passeio ou simples descanso; escolha qual das possibilidades oferecidas pelo Bushy Park mais agrada e venha visitar o segundo maior parque real.

Vizinho ao Palácio de Haptom Court, segundo maior em extensão entre os parques reais, base militar em guerras mundiais, campo de escavações da era medieval. Esses são apenas alguns do muitos tópicos sobre a história do Bushy Park, a ‘bela adormecida’ entre os parques reais, que mistura avenidas, jardins, campos e monumentos, a sudoeste de Londres.

Mais de quatro mil anos atrás, os campos, hoje designados de Bushy Park, foram habitados durante a Era do Bronze, como confirmam escavações arqueológicas realizadas no perímetro do parque. Uma carroça e um túmulo dessa era medieval foram encontrados ali e, desde então, estão sendo exibidos no Museu Britânico. Esta área é um dos maiores e mais complexos campos de escavações no condado londrino de Middlesex.

Mesmo com o passar dos anos, essa essência rural sempre predominou na região. Em 1529, o cardeal Thomas Wolsey, proprietário do palácio e terras ao redor, doou seu patrimônio ao Rei Henry VIII. Unindo essas terras, Henry VIII criou e cercou o Bushy Park, com o objetivo de usá-lo para caçar veados – como tantos outros parques nessa época. Esses animais ainda podem ser avistados em grandes quantidades pelo parque.

Com 4,5 km² de área, o Bushy Park está situado entre os bairros de Kingston Upon Thames, Teddington, Hampton e Hampton Wick. Sua principal avenida, Chestnut, corta toda a extensão norte-sul do parque, com tráfego diário de carros, e, na principal rotatória, exibe a Fonte Diana, rainha da guerra para os romanos, erguida para homenagear a Rainha Henrietta Maria, no século XVII. A fonte foi movida algumas vezes de lugar, mas hoje em dia, encontra-se definitivamente na avenida Chestnut, circundada por um pequeno açude, onde é possível praticar a pesca.

O rio Longside, que tem 19 km de comprimento, foi criado artificialmente, em 1610, pelo Rei Charles I em função da falta de água constante que acontecia no Palácio Hampton Court. Além do rio, vários canais foram desenhados pelo parque para servir de fonte aos animais.

Na I Guerra Mundial, tropas canadenses usaram algumas das casas do parque e improvisaram um hospital. Na II Guerra Mundial, a participação do Bushy foi mais além. Parte do parque foi transformada no Quartel General das Forças Expedicionárias Aliadas, que incluía Estados Unidos, França e Inglaterra.

Estacionamentos, banheiros, cafeteria e parquinho para crianças são outras facilidades do parque que atraem muitas famílias, principalmente nos fim de semana. Atividades esportivas também estão sempre em alta pelos parques reais. No Bushy não poderia ser diferente, o time de futebol Teddington RFC treina periodicamente no parque. Outros dois times, Hampton Cardinals FC e Rising Sun Pub FC, também alugam os gramados do Bushy vez ou outra. A mais antiga equipe de hóquei, ainda em atividade, Teddington Hockey Club, orgulhosamente tem sua sede no parque. Tênis, rúgbi, futebol americano, e outros esportes menos profissionais, como peladas, peteca, frisby, e outros também tomam seu lugar pelos gramados do Bushy Park todos os dias.

Saindo de Waterloo, os trens para chegar ao parque são para as estações Teddington, Hampton Wick e Hampton Court.

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O monarca e o gorila

4, Julho 2008 · Deixe um comentário

Vontade de jogar uma bola, vontade de visitar um zoológico e ver vários bichos estranhos, vontade de sentir cheiro de roseiras ao invés da poluição de Londres? Então separe umas horas do seu tempo e vá passear no Regent’s Parque que é tão perto do centro e tem muitas opções de divertimento. Escolha uma delas e aproveite!

Conhecido como a “jóia da coroa”, o Parque Regent se destaca com suas 30 mil rosas em 400 variedades. Concentradas no círculo interno do parque (Inner Circle), denominado de Jardins da Rainha Mary (Queen mary’s Garden), as rosas ainda exibem seu colorido no início desta estação opaca que é o outono no hemisfério norte. Até mesmo na Rua The Broad Walk, que cruza o Regent, há canteiros com flores exóticas dão um contraste nos tons marrons das folhas que já começam a cobrir a grama.
Com uma área de 1, 66 quilômetros quadrados, o Regent é a maior área gramada destinada a esportes no Centro de Londres. O pavilhão esportivo, chamado The Hub, oferece ao público vestiários com banho quente, secadores de cabelo e armários cadeados. Amplas salas, com vista para os gramados, são destinadas a aulas de Ioga e Tai Chi, entre outras. As dependências do The Hub são abertas diariamente das 9h da manhã até as 8 da noite.
Nos campos, bolas de vários formatos e equipes de todos os tamanhos dividem espaço jogando cada qual seu esporte favorito. Futebol, futebol americano, rúgbi, críquete, hóquei, tênis, softball, netball e até futevôlei são praticados pelos gramados do Regent. E, como não poderia ser diferente, o pessoal do futevôlei é brasileiro e se reúne semanalmente para jogar e divulgar o esporte no Reino Unido.
Além disso, existem três parquinhos para a criançada, cada um com assistência especializada, um teatro ao ar livre que abre durante o verão, sete cafés e restaurantes espalhados por toda a área do parque, um lago e um canal. Mas uma das maiores atrações do Regent é, sem dúvida, o Zoológico de Londres. Aberto desde as 10h da manhã até as 17h30, de março a 21 de outubro, às 16h30 de 22 a 28 de outubro, e às 16h de 29 de outubro a fevereiro de 2008. A última admissão é sempre uma hora antes do fechamento e menores de 16 anos não são aceitos sem a presença de um adulto.
O Regent, como tantos outros parques reais, é mais uma criação do arquiteto John Nash, que o redesenhou em 1811. O lago Boating, o canal Grand Union, o círculo interno, onde estão as rosas e também jardins ornamentais, com cascatas e tudo o mais, são parte do projeto ou foram desenvolvidos posteriormente com base nesses primeiros traços de Nash. Uma curiosidade são as vilas de apartamentos que também foram construídas na mesma época em torno do parque. Inicialmente deveriam ser 56 prédios para explorar a expansão imobiliária do século XIX no norte de Londres, porém apenas oito foram construídos.
Com a modernização do parque aconteceu uma migração de grupos organizados para as novas sedes localizadas no Regent. A Sociedade Zoológica é um bom exemplo de organização que está no parque e gerencia o London Zoo. Também estão por lá a Sociedade Reais de Botânica, a Sociedade Missionária Batista que instituiu o Regent’s College, a Sociedade Reais de Arqueiros, a Sociedade Real de Jardinagem, entre outras.
Para chegar ao Parque Regent posse usar as estações de metrô Regent’s Park, Great Portland Street, Baker Street, St John’s Wood e Camden Town.

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O MAIS ANTIGO DOS REAIS

4, Julho 2008 · Deixe um comentário

O Saint James é o mais antigo dos parques Reais em Londres e, de certa forma, o mais pomposo também, pois é cercado por três importantes palácios, o de Westminster, que se tornou a sede do Parlamento Inglês, o St James que é um dos palácios mais antigos da capital e, obviamente o mais conhecido, Palácio de Buckingham onde mora a Rainha Elizabeth II. Memoriais, monumentos, estátuas, arcos, museus, e outros prédios históricos também estão presentes por toda a área do Parque e redondezas, que não ultrapassa 23 hectares. O maior e mais grandioso certamente e o Memorial da Rainha Elizabeth onde podemos tomar como marco inicial do Parque St James.

Como muitos outros, o parque começou como uma área de caça a veados quando, em 1532, o Rei Henry VIII adquiriu o terreno para seu próprio entretenimento e construiu o Palácio St James. O nome do palácio e parque vem de um hospital destinado ao tratamento de leprosos que havia ali no século XIII. Seguindo pela Rua The Mall, podem-se encontrar sete memoriais: da Rainha Alexandra, do Duque de York, da Artilharia, da Polícia Nacional, da Graspan, da Divisão Naval Real e de Bali.

Antes do hospital a região era apenas um campo alagadiço e enlameado. Algo muito difícil de imaginar nos dias de hoje quando assistimos a um dos desfiles e marchas oficiais da cavalaria e guarda real inglesa. O local exato onde séculos atrás corria um riacho foi aterrado e transformado na Casa dos Guardas (House Guards Parade).

A Clarence House, uma mansão construída entre 1825 e 1827, é a residência oficial do Príncipe Charles, Príncipe de Gales e de sua segunda esposa, a Duquesa da Cornualha, bem como dos filhos de seu casamento Lady Di, William e Harry. O príncipe mantém um de seus escritórios em Clarence House e o local é aberto ao público durante cerca de dois meses em cada verão, mas os bilhetes devem ser comprados com antecedência.

Apesar desse lado histórico muito forte, o St James foi o primeiro parque a ser aberto ao público o que prova que ali também é um local de lazer onde se pode relaxar, fazer piqueniques, jogar bola e observar os pássaros e aves que andam e nadam livremente pelos gramados e lago. São cerca de quinze espécies de passarinhos, patos, gansos, marrecos e até mesmo pelicanos. Estes são uma atração à parte no parque e chegaram ali por meio do embaixador russo que, em 1664, presenteou o rei com esta ave um tanto exótica para o centro de Londres.

O St James acolhe mais de cinco milhões de visitantes diários, sendo considerado um dos parques mais visitados em toda a Europa. Aberto das cinco até a meia-noite o ano todo, para chegar de metro há três estações perto do parque: St. James’, Charing Cross, ou Green Park.

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GREEN PARQUE: PEQUENO E ACONCHEGANTE

4, Julho 2008 · Deixe um comentário

Ele é o menor e não menos importante dos oito parques reais, conta com uma área de apenas 19 hectares, e é facilmente reconhecido por suas frondosas árvores e ausência de construções, lagos e canteiros floridos. Espremido entre o Hyde Parque, Picadilly, Palácio de Buckingham e o Parque Saint James – motivo pelo qual, um dia, já foi chamado de St James de Cima -; atualmente sua simplicidade se estende até no nome: The Green Park (O Parque Verde).

Desde suas primeiras aparições em referências históricas no século XV, o Green Parque faz parte do cenário londrino e do cotidiano da família real inglesa. Várias construções como bibliotecas, templos e casas de banho apareceram devido às extravagâncias de cada rei e rainha. Talvez uma das idéias mais excêntricas tenha sido a casa de gelo do Rei Charles II, uma das primeiras do Reino Unido, e que possibilitava o Rei servir bebidas geladas aos seus convidados durante o verão. Caprichos à parte, em 1855 todas as construções do parque já haviam sido destruídas, propositadamente ou não.

Uma das histórias mais conhecidas que explica o motivo pelo qual não é possível encontrar flores no Green Parque, atribui-se a um episódio protagonizado pelo Rei Charles II. Conta-se que num de seus passeios pelo parque o Rei apanhou uma flor e ofereceu a uma jovem senhorita. Sua esposa, descobrindo o acontecido, ordenou que todas as flores fossem arrancadas do Green Parque e, desde então, a única cor presente é o verde das árvores e gramados.

Mas foi com os trabalhos do arquiteto John Nash, em 1820, que o Green Parque definiu sua aparência distinguindo-se definitivamente dos outros parques ao seu redor. Árvores foram plantadas pela primeira vez; o Arco de Wellington foi erguido para marcar o fim do Green Parque e o começo do Hyde; a rota Constitution Hill foi planificada e, mais recentemente, memoriais homenageando soldados que combateram em guerras no século XX estão presentes nos limites do parque.

O Memorial da Artilharia Real e dos Soldados de outros continentes que serviram à Grã-Bretanha estão localizados na mesma rótula do Arco de Wellington, junto ao Portão dos Memoriais. O Memorial aos Soldados Canadenses está do outro lado do parque, próximo ao Portão que leva o nome do país que ainda hoje e um dos domínios da Coroa Inglesa.

Dentro do parque, em meio suas árvores, gramados e trilhas, o único pedaço concretado é uma singela fonte de bronze e granito chamada Constance, a qual foi erguida em junho de 1954 repondo outra fonte que também ocupava o mesmo posto. Na esquina norte do Green Parque, pros lados de Picadilly, está um dos hotéis mais famosos e glamurosos da cidade. Com mais de cem anos, o Ritz cobra cerca de ₤415 a diária mais em conta para casal, sendo que a Suíte do Príncipe de Gales passa em mais de cem vezes esse valor – ₤55.000 por noite!

Seguindo para o lado sul do Green Parque, cruzando suas alamedas inconfundíveis, é possível avistar um magnífico portão preto e dourado. O Portão do Canadá torna-se ainda mais interessante quando olhamos através dele. Ali, encontra-se o memorial da Rainha Victoria uma enorme fonte de mármore exibindo a estátua da rainha em consagração do Império Britânico e seus domínios, marcados pelos três portões em volta do memorial: Canadá, África do Sul e Austrália.

O restante do memorial e o que há em volta dele fica pra próxima semana, pois este local é exatamente onde o Green Parque encontra o Parque Saint James, que será o próximo tema desta série sobre Parques de Londres.

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KENSINGTON E A TERRA DO NUNCA

3, Julho 2008 · 1 Comentário

Kensington Gardens, elegante até no nome, originalmente era parte do Hyde Parque e hoje conta com uma área de mil km² distribuídos entre a rua West Carriage Drive e o palácio que leva o mesmo nome do jardim. Entre os luxuosos bairros de Chelsea, Notthing Hill e South Kensington, piquenique e banhos de sol são propícios em seus gramados; corridas e caminhadas também são bastante freqüentes, porém ciclistas têm apenas três rotas para desfrutar esse pequeno paraíso. Jogos e brincadeiras são possíveis serem vistos pelo Kensington Gardens, mas o ponto alto do parque é mesmo a informalidade de um bom descanso.

O Rei William III, por ser asmático e preferir um local longe da poluição do centro da cidade, foi o responsável pela construção do Palácio de Kensington no começo do século XVII e, desde então, o prédio tornou-se a residência oficial da família real em Londres – Príncipe Charles com Diana e os filhos William e Harry moraram ali. Sua sucessora, a Rainha Anne, além de aumentar o jardim criou o Orangery, em 1704, um tipo de estufa para árvores e flores. A Rainha Caroline cuidou de dar ao lugar mais cores e cheiros iniciando a plantação de alguns jardins, em 1728.

Nessa época não existia acesso público, liberado aos poucos durante o século XVIII, inicialmente apenas para pessoas vestidas muito respeitavelmente – vem daí o ar nobre do local. A Rainha Victoria, numa série de implementações nos canteiros, abriu os Jardins Italianos e o Memorial em homenagem a seu marido, Príncipe Alberto, que faleceu prematuramente de tifóide aos 42 anos. Inaugurado em 1872, o Memorial foi recentemente restaurado completamente, até o dourado da estátua principal foi retomado e é um grandioso monumento avistado facilmente à distância. Dizem que durante a Segunda Guerra Mundial o Monumento foi usado como ponto de reconhecimento para os ataques dos zepelins alemães.

Mas recentemente, o parquinho construído em 2000, pertencendo ao Memorial da Princesa Diana de Gales que se estende por vários parques no centro de Londres incluindo o Hyde Parque, é uma atração para a criançada. Tendo como motivo a Terra Perdida de Peter Pan, que ganhou uma estátua no Kensington Gardens, mais de 70 mil crianças de até 12 anos divertem-se e soltam a imaginação no navio pirata, nas cavernas, nas areias de praias e no acampamento indígena que se estende por toda área do parquinho. Um tributo a Diana que era uma apaixonada pela inocência das crianças, este espaço é totalmente voltado para que os pequenos usem-no do jeito que desejarem melhor, como explica, Jennette Emery-Wallis, arquiteta do parque “o objetivo é deixar as crianças decidirem como querem brincar, ao invés de mostrar caminhos pré-estabelecidos, com direções estipuladas”.

Pode-se dizer que o lago Serpentine começa (ou termina, depende o ponto de vista) no Kensington Gardens, tendo sua galeria dedicada a exposições fotográficas e artísticas. O Round Pond (laguinho redondo) fica logo atrás do Palácio de Kensington e nele pode-se ver enguias e outros peixes exóticos. Ao seu redor também não é difícil encontrar pássaros como pica-paus, raro nos ares londrinos, e mais outras 177 espécies que estão pelos jardins do Kensington por mais de cem anos, como mostra os registros do parque.

Restaurantes, cafés, banheiros (com fraudários e para deficientes) são parte da infra-estrutura do Kensington Gardens que é aberto diariamente às seis hora da manhã.

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SIMPLESMENTE “O PARQUE”

3, Julho 2008 · Deixe um comentário

O Hyde Parque está para os londrinos assim como o Central Parque está para os nova-iorquinos e o Ibirapuera, para os paulistanos. Quando em algumas dessas cidades alguém se refere “ao Parque”, utilizando apenas o substantivo comum sem nome próprio, esta implícito indiretamente que se trata desses parques. Sendo os maiores e mais centralizados parques destas metrópoles, oferecem possibilidades de entretenimento parecidas a cada uma dessas cidades, contudo cultivam especificidades características de cada lugar e cultura (ou mistura delas). No Hyde Parque encontramos mais de quatro mil árvores, um lago, um descampado, monumentos, trilhas, quadras, centros esportivos espalhados por 1.400 km2 entre áreas nobres e históricas da capital inglesa.

Uma dessas especificidades do Hyde Parque localiza-se no lado nordeste, perto do Marble Arch (arco de mármore), e é conhecida como Speakers’ Corner (Esquina do Discurso). Ali, usando caixotes de madeira ou tablados para não tocar o chão – fato que isenta o orador das leis e tradições britânicas, pois este não esta pisando em solo inglês –, qualquer cidadão pode praticar seu direito de livre expressão discursando sobre temas diversos e polêmicos. Onde antes era um ponto de enforcamento e punição para aqueles que eram contrários ao regime e “falavam demais”, o local foi marcado definitivamente como um lugar simbólico que predomina a democracia acima de tudo, em 1855, num discurso feito por Karl Marx que deu inicio as grandes greves da revolução industrial e foi o primeiro de muitos eventos históricos mundiais registrados por esta esquina. Outros que passaram com seus caixotes foram Fredrick Engels, Vladimir Lênin, George Orwell e William Morris. Apesar de toda sua forca democrática, em 15 de fevereiro de 2003, as autoridades impediram um evento na Speaker’s Corner para protestar contra a guerra do Iraque.

Da Esquina dos Discursos, seguindo pelo lado da Rua North Carriage Drive, avistamos o Portão Rainha Victoria, de onde descendo pela Rua North Ride, em direção ao lago, está o Santuário dos Pássaros. Ali, num descampado, durante a migração de inverno, várias espécies aproveitam este reduto silencioso e calmo para descansar após voarem por uma área imensa de asfalto e concreto. Alguns pássaros raros como alvéolas-cinzentas, olhos-dourados, e bandos de patos selvagens também podem ser avistados pelos gramados do Hyde Parque. Se continuarmos o contorno do Parque subindo pela Dorchester Ride, completamos a rota denominada Ring (Anel), retornando a Esquina dos Discursos. O Anel que foi projetado originalmente no século XVII pelo Rei Charles I, quem começou a dar ao parque sua aparência atual.

O lago Serpentine é onde se concentram a maioria dos visitantes, que querem mais é aproveitar o melhor que o parque tem a oferecer. Os melhores cafés e restaurantes estão localizados ao seu redor. As trilhas para cavalgar acompanham suas margens, paralelamente às calçadas de pedestres, corredores, ciclistas, patinadores, etc. Mas o papel principal está reservado ao próprio lago, onde podemos alugar barquinhos ou pedalinhos para explorá-lo por todos os cantos, andar no primeiro barco movido a energia solar de UK que faz um percurso de 20 minutos pelo lago. Nadadores, desde o século passado, usam suas águas para exercício, ignorando o clima não muito propício a prática da natação. Uma curiosidade do Serpentine é que este foi o primeiro lago artificial construído na Inglaterra com um formato não muito usual, para dar a impressão de que na realidade era natural.

O lago foi uma das idéias para renovação do parque, feitas em 1730, pela Rainha Caroline. Antes disso, em 1536, Henry VIII para ampliar suas possibilidades de caça confiscou o local que pertencia aos monges da abadia de Westminster. Mas foi o Rei Charles I que após algumas modificações abriu os portões do Parque ao público em 1637. Poucos anos depois, durante a Grande Praga que assolou o país, muitos londrinos acamparam no Hyde Parque tentando fugir da doença. No final do século XVII, William III mudou a Corte para o Palácio de Kensington, e achando a rua que usava para cruzar o parque indo em direção a Sant James muito perigosa, resolveu iluminá-la com 300 lampiões criando a primeira rua iluminada artificialmente no Reino Unido. Até hoje a passagem leva o nome de Rotten Row (Rota do Rei).

Com o Serpentine já fazendo parte do cenário, em 1814, o príncipe regente organizou um show de fogos de artifício comemorando o fim da Guerra Napoleônica com a vitória em Trafalgar. Em 1851, o Hyde Parque sediou as Grandes Exibições, motivo pelo qual o famoso e magnífico Palácio de Cristal foi erguido provisoriamente às margens do lago. Mais recentemente, um memorial em homenagem a Princesa Diana de Gales foi erguido entre o Serpentine e a Rotten Row, e em pouco tempo, tornou-se uma das atrações mais visitadas em Londres trazendo um milhão de visitantes todos os anos.

Com toda essa procura, por duas semanas ao ano, geralmente em novembro, o local é fechado para manutenção e troca das calçadas. O monumento trata-se de uma fonte oval formada por 545 blocos de mármore de carrara, cada um cortado utilizando máquinas de última geração e montadas manualmente com técnicas tradicionais. O designer da fonte tenta refletir a vida da Princesa, com a água escorrendo do ponto mais alto da fonte em duas direções originando pequenas cascatas borbulhantes, até chegar à parte mais baixa do círculo, formando uma piscina com águas mais calmas. Uma qualidade muito reconhecida em Diana foi sua abertura em tratar qualquer tema e a maneira fácil que aproximava as pessoas, para retratar isso há três pontes que possibilitam a passagem sobre as águas até o coração da fonte.

Saindo do Memorial e cruzando a Rotten Row, encontram-se as quadras de tênis e um campo de bocha, jogada sobre a grama, onde e possível marcar jogos durante todo o ano. Uma arena destinada ao hipismo e um parquinho também estão localizados deste lado do Hyde Parque.

Então escolha um dia e desfrute, porque em Londres “O Parque” é o Hyde.

Fanáticos por cinema

Desde o aparecimento do cinema, O Hyde Parque tem sido uma locação constante. O primeiro filme da historia foi gravado perto do Portão Apsley, uma manhã de janeiro de 1889, pelo seu inventor britânico William Friese-Greene. Tratava-se da primeira experiência com uma câmera e filme no mundo, que possibilitava sua exibição posterior em tela. Friese registrou cenas cotidianas de pessoas caminhando pelo Parque, o que colocou o Hyde num dos momentos históricos mais gloriosos: o nascimento da sétima arte!

Em 1944, no clássico de David Lean, This Happy Breed, os personagens Frank e Ethel Gibbons passando pela Esquina dos Discursos, param a fim de ouvir um pregador do Partido Fascista Italiano falar a multidão, quando Frank diz a célebre frase “Que tal uma xícara de chá?”.

O Parque teve grande importância no filme Genevieve, de 1953, sobre a corrida anual de carros entre Londres e Brighton, que ainda hoje tem sua partida no Hyde. A rua Rotten Row esta presente nos créditos de A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956), épica adaptação de Julio Verne. Um dos bancos da Rotten Row foi o local onde o personagem de Michael Caine, em Ipcress – O Arquivo Confidencial (1965), marcava seus encontros clandestinos. As quadras de tênis perto dali também foram locações para o filme Um Toque de Classe, quando a personagem de Glenda Jackson aprendia o esporte com o personagem de George Segal. Este filme rendeu a Glenda seu segundo Oscar de melhor atriz.

Saudação das Armas

A Saudação Real das Armas marca ocasiões especiais da Coroa Inglesa. Nestes dias, tiros são disparados em diferentes locais no Reino Unido, incluindo o Hyde Parque. Em seu campo, a Tropa Montada da Artilharia Real dispara 41 tiros, pontualmente ao meio-dia, no dia 6 de fevereiro para celebrar a ascensão da Rainha Elizabeth II ao trono, no dia 21 de abril para comemorar o aniversario da Rainha e, em 2 de junho, para homenagear sua coroação.

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O MAIOR PARQUE DE LONDRES

3, Julho 2008 · 1 Comentário

O Richmond Parque, localizado no sul da cidade, e a maior área verde de Londres com lagos, campos, florestas, montes e uma fauna e flora privilegiada que se espalha em seus dez quilômetros quadrados. Designado uma Reserva Natural Nacional (NNR) em 1992, Sítio Especial de Interesse Científico (SSSI) em 2000 e, mais recentemente, Área Européia de Conservação (SAC); o Richmond Parque recebe 18 mil visitantes por dia, mesmo que sejam motoristas cortando caminho e desviando o tráfego. Anualmente, contabiliza-se cerca de três milhões de pessoas que vêm ao parque exclusivamente para desfrutar as coisas boas que este tem a oferecer, incluindo uma vista única da cúpula da Catedral de São Paulo, que à distância de 20 km pode ser avistada num dia ensolarado.

Como todo parque, as trilhas para ciclistas e corredores são um grande atrativo. A Principal rota, chamada Tamsin, contorna o Parque por 12 km passando por seus seis Portões, entre eles o de Kingston, de Richmond e de Roehampton. Entre outras dezenas de trilhas, algumas são destinadas a montaria e outras exclusivas a portadores de deficiência. Também é bastante comum, devido aos grandes gramados que cobrem enormes áreas do Parque, encontrar grupos jogando rúgbi, críquete, golfe e, é claro, um esporte mais conhecido nosso, o futebol. Restaurante, cafés, parquinho de diversões, banheiros, observatório e aluguel de bicicletas são mais alguns serviços disponíveis no parque dando mais conforto ao público.

O Richmond Parque pouco mudou desde sua fundação em 1625, quando o Rei Charles I, para escapar de uma peste na cidade, trouxe a Corte Inglesa para o Palácio de Richmond. Ao conhecer o local, Charles achou a aquela mistura de pastagens e aglomerados de mata excelente para transformar numa área de caça e, o melhor de tudo, próximo do centro. A idéia de cercar o Parque, inicialmente, não foi muito popular, mas pedestres sempre tiveram a permissão de andar pela área. Dos dois mil veados trazidos pelo Rei, ainda restam cerca de 700 das espécies do veado-vermelho e do gamo.

Outro lugar incrível que não deve deixar de ser visitado, é a Plantação Isabella, um magnífico jardim ornamental, criado depois da II Guerra Mundial, cheio de plantas exóticas que atraem visitantes em qualquer estação do ano. São mais de cinqüenta variedades do gênero rododendro, que reúne cerca de 850 espécies, entre elas a azálea e o loendro; e outros 120 híbridos. Na primavera podem-se observar magnólias, camélias, narcisos e sinos azuis (bluebells). Na estação mais quente, lírios comuns e japoneses destacam-se no cenário do parque. A cor vermelha ressalta no outono, não apenas pela mudança de cor das folhas das grandes árvores, mas principalmente pelas roseiras carregadas e as frutinhas silvestres, como amoras, morangos e framboesas, que brotam nos arbustos. Qualquer dia do ano é dia para visitar o Richmond Parque, pois mesmo no inverno é possível encontrar cores e cheiros em seus jardins e matas.

O Richmond Parque também se destaca por sua importância ecológica em relação aos 1200 carvalhos centenários enraizados em seu solo. Além de associar estas árvores de madeira dura e resistente ao desenvolvimento do país, pois são comumente usadas para fabricação de móveis e construção civil; os carvalhos hospedam fungos em risco de extinção e abrigam raros invertebrados como besouros tec-tec e escaravelhos, o maior inseto na Grã-bretanha. São cerca de 1350 espécies de besouros registrados no Parque, representando mais de um quarto de todos encontrados na ilha inglesa.

Para aqueles que precisam de um elemento a mais para sair de casa, estes são os próximos eventos que acontecem ainda este mês no Richmond Parque. Entre os dias 06 e 10, o JIGSAW trás contadores de histórias que levam a criançada para jornadas pelo nas trilhas parque; do dia 13 ao 17, o Gingercat Productions representa peças e organiza jogos inspirados nos jardins do parque; e de 20 a 24, o Pizazz trás mais apresentações artísticas e de entretenimento para o público em geral. Todas essas atrações são gratuitas.

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