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Orquestra Imperial retorna aos palcos londrinos no próximo dia 12

19, Junho 2009 · Deixe um comentário

Separem seus melhores sapatos para o domingo, 12 de julho, pois as cornetas, tambores, violões e vozes já estão afinados. Se não a melhor, mas com certeza a mais famosa banda de gafieira Orquestra Imperial retorna a Londres, desta vez se apresentando no grande salão Koko, em Camden Town, para uma noite inesquecível.

Formado em 2002, um grupo de amigos se reuniu com o objetivo de formar uma orquestra tipicamente de gafieira, retomando sambas antigos da década de 40 e 50, sem deixar de lado mambos e boleros. A ideia deu tão certo que até hoje eles são requisitados para tocar em diversas cidades no Brasil e no exterior.

Sendo quase impossível reuni-los para shows internacionais, o concerto de Londres é algo bastante raro, pois os músicos da Orquestra Imperial têm carreiras e projetos diversos. Então, a desculpa para este show, será a divulgação do primeiro álbum da Orquestra “Carnaval Só no Ano que Vem”.

Prova da dificuldade de reunir sua trupe é a ausência de nomes como Rodrigo Amarante e Pedro Sá, porém cerca de 20 músicos, incluindo o legendário Ipanema Wilson das Neves, estarão conduzindo e embalando os dançarinos no Koko. Idealizado pelo produtor e músico Kassin, confirmado para estar em Londres, a Orquestra Imperial não ensaia e não tem repertorio fixo.

“Nós nem temos certeza de quem vai estar lá!”, afirma Kassin. “Não ensaiamos, não temos repertorio. Se o Wilson das Neves quiser tocar alguma música sua, ele toca e pronto…. Tem dias que chegamos a tocar mais de quatro horas”, conta Kassin, dando uma idéia de como a banda toca.

ORQUESTRA IMPERIAL
Dia 12 de julho

Koko, Camden Town
www.comono.co.uk

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Músico brasileiro Divyarup lança álbum na Inglaterra

27, Fevereiro 2009 · Deixe um comentário


“Quero agradecer a todos os músicos e colegas que encontrei em meu caminho e que colaboraram muito para que este CD se realizasse, muito obrigado de todo coração”, agradece Divyarup.

O músico paulistano Divyarup está lançando seu primeiro CD, denominado “Tempo de Luz”, no próximo dia 9 de fevereiro, como convidado especial do grupo Água de Choro, para uma apresentação inédita na casa noturna Guanabara, a partir das 22 horas. O CD é uma mistura da melhor e legítima música popular brasileira com samba, bossa nova, baião, forró, e ainda influências de funk e música latina.

Como compositor, Divyarup explora sua paixão em descobrir melodias e desenvolver letras. As 15 faixas são composições inéditas de sua autoria. “Tempo de Luz” conta com participações de grandes músicos como Sergio Bello, no violão, guitarra, baixo e arranjos; Lael Medina, na bateria; Jonas Dantas, nos teclados; Yamile Burich, no saxofone e clarinete; Claudio Mineiro, na percussão, e ainda o grande Bocato, nos trombones. O compositor Madan e o engenheiro de som Mauricio Grassmann também colaboraram na execução deste álbum.

Divyarup tem se dedicado à música por 25 anos e compôs sua primeira canção, ainda na adolescência, sem nenhum conhecimento musical. Suas influências musicais começaram ainda quando ele era criança, quando viajava com a família para o campo, onde ouvia sons dos pássaros, das águas. Depois teve influência da música new age, música clássica, rock, jazz, MPB, música instrumental. Hoje em dia, com mais de 80 composições em suas partituras, Divyarup esta na batalha para conseguir uma gravadora ou distribuidora.

Morando atualmente em Londres, Divyarup participou de vários festivais no Brasil e na Inglaterra, tocou em bares na noite paulistana, em Londres e Manchester. Após a promoção deste CD, o músico já esta se preparando para seu segundo álbum.

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Da Cruz lança segundo CD com turnê pela Europa

27, Fevereiro 2009 · Deixe um comentário

Mariana da Cruz

Mariana da Cruz

O grupo Da Cruz, que tem a frente a brasileira Mariana da Cruz, vem a Londres para lançar seu segundo CD “Corpo Elétrico” na próxima terça-feira, 3, no Guanabara, a partir das 20 horas. Como Seu Jorge, Zuco 103, Bebel Gilberto, Cibelle, Mariana resolveu trilhar o caminho internacional e mora atualmente na Suíça.

Aprendendo acordes no coro de uma igreja, Mariana também passou pelos bares de Sampa antes de ir em busca de algo novo que a levou para Lisboa. Da Cruz queria cantar em novos espaços deixar se influênciar por novas e diferentes tendências musicais e culturais. Cantando um show de música brasileira no Bairro Alto (bairro artístico de Lisboa), Mariana conheceu o produtor Suiço Ane. H, membro da banda pioneira da electro-metal, a Swamp Terrorists.

Sem esquecer de suas raízes brasileira, começaram a criar seu estilo único entre Bossa Nova, Breakbeats, Jazz, Samba Rock e Electro. Formando uma colisão musical com sua tradicionalidade brasileira. Juntanram-se com o guitarrista Oliver Husmann e o primeiro álbum “Nova Estação“ saiu em 2007. Da Cruz teve a participação entre outros de Duduka da Fonseca, antigo baterista do legendário (Antonio Carlos Jobim). Na América do norte o CD é editado pelo rótulo Six Degrees (Bebel Gilberto, Céu). Pela grande campanha promovida levando Da Cruz para o Top-10 do CMJ Charts.

O Brazilian News conversou com Mariana para saber como estão os preparativos para o show em Londres.

Brazilian News: Como que está a expectativa para o show em Londres?

Mariana da Cruz: Estou super feliz de poder ir para Londres divulgar nosso trabalho e estou com bastante expectativa para o show, estou esperando para ver como tudo vai ser, como é o público londrino, pois esta é nossa primeira vez em Londres.

BN: Como está sendo a divulgação do CD?

Mariana: A divulgação desse novo CD está sendo feita inicialmente na Europa. Ao todo são 33 países, mas devagarzinho vamos passando por cada um deles. Sem pressa. Claro que vamos ao Brasil também e eu já ouvi que o pessoal lá gostou do CD. Mas ainda não temos datas de todo o tour.

BN: Que a diferença de ser musico no Brasil e na Europa?

Mariana: O Brasil é um celeiro muito bom de músicos, temos cantores excepcionais. Mas eu vejo que as oportunidades lá são poucas, tenho amigos que trabalham com musica a mais de dez anos e ainda não conseguiram muito sucesso. Então o que me fez sair do Brasil foi a busca por coisas novas, sempre fui muito curiosa e gosto de novas tendências. Esse nicho no Brasil é ainda mais difícil, tem muitos rótulos. Aqui é mais fácil ser livre e criativo sem precisar destes rótulos, o que facilitou o meu trabalho.

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Bossa Nova em Londres: por uma cantora britânica

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

Há sete anos, Maria O`Connell teve a oportunidade de passar um ano no Brasil. “Antes de eu visitar o país, não tinha idéia da riqueza e diversidade musical que existe no Brasil. Fiquei em São Paulo, mas tive sorte e viajei para várias outras partes do país e pude experimentar todos esses sons, ritmos e musicalidade que há no povo brasileiro”, recorda.

Na época, Maria foi convidada para cantar com o quarteto Zumbaia, participando de várias feiras, eventos e, é claro, barzinhos pela Vila Madalena. “Eu amo o som da língua Portuguesa quando cantada e o sentimento que é transmitido. Para mim é uma língua belíssima, muito musical e poética. Por esse motivo, eu tento interpretar as canções da forma mais honesta possível, mas sendo sincera comigo como cantora também. Espero que minhas performances sejam autênticas o suficiente para os amantes da Bossa Nova”.

Mas Maria sente-se confortável cantando em Inglês, especialmente por acreditar que os brasileiros gostam de ouvir sua música sendo cantada no idioma de Shakespeare. “Numa das feiras em que cantei, uma senhora veio me cumprimentar pelo meu Inglês que era ‘perfeito’ quando cantava… Adorei e me diverti muito com o elogio”.

Para comemorar os 50 anos do estilo, Maria produziu e atuou na peça musical Pobre Menina Rica, em Londres, juntamente com Rogério Correa e Gui Tavares. Numa das apresentações, Carlos Lyra foi o convidado especial da noite. “Ele subiu ao palco em apenas uma canção, mas foi um momento de muita emoção. Eu fiquei bastante comovida em cantar na presença dele. Lyra é um homem adorável, com um ótimo senso de humor, além de um músico extraordinário!”

Com uma educação clássica na bagagem, Maria destaca o trabalho de Tom Jobim na Bossa Nova. “Eu estudei French Chanson do século 19 e 20 e isso me ajudou bastante a cantar Bossa Nova. Este estilo é a união do poeta e do compositor, assim como aconteceu com Tom e Vinicius. Às vezes eu escuto canções de Jobim, especialmente ao piano, e me lembra muito Debussy e Poulenc e, aparentemente, Jobim foi realmente influenciado por Debussy. Então, eu percebi que a Bossa Nova não é apenas um som específico, e sim uma mistura de diferentes estilos, ritmos e influências da história musical brasileira com as experiências musicais que seus criadores tiveram”, analisa.

Apesar da difícil escolha – “escolher a favorita, mas eu amo todas elas” –, Maria opta por Chega de Saudade como sua canção preferida. “Eu amo a melodia, o sentimento, o som das palavras e sua cadência, e ainda dá para ouvir um ritmo de samba. Parece aquele tipo de música que cabe em qualquer ocasião, você consegue se imaginar dançando, pulando no carnaval ou relaxando num local aconchegante com apenas voz e violão”. Entre as intérpretes da Bossa Nova, a cantora irlandesa destaca Leila Pinheiro, Elis Regina, Nara Leão e Paula Morelenbaum.

Envolvida de corpo e alma com a Bossa Nova, atualmente Maria está trabalhando num show com músicas de Chico Buarque que deve estreiar, nos palcos de Londres, em novembro. É aguardar para conferir!

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Bossa na terra da rainha

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

Bossa Nova em Londres pelos olhos – ou melhor, os ouvidos – de um músico brasileiro

(materia especial para o iG)

De uma família de músicos que estiveram diretamente envolvidos com a bossa nova, Gui Tavares divulga o estilo em Londres, desde 2000, quando realizou sua primeira apresentação abrindo um show de João Gilberto, no consagrado Barbican Hall. Três anos depois, quando se mudou para a capital inglesa, Gui começou a desenvolver diversos trabalhos na Inglaterra e em toda a Europa, como o álbum Amigos & Friends, no qual gravou quatro músicas dedicadas a Roberto Menescal, João Gilberto e Marcos Valle. “Eu me considero um músico de bossa nova, pois iniciei meus estudos musicais a partir dela”, relata.

“A bossa nova sempre foi querida em todo o mundo desde seu aparecimento, é algo que quando toca um coração, contagia e faz se apaixonar. Por isso, muitas bandas internacionais usam esse estilo em seus shows. Posso citar Sting, George Michael, George Fame, Ella Fitzgerald, Burt Bacharach, Quincy Jones, Al Jareau”. Apesar dos músicos serem fãs do estilo, segundo Gui Tavares, não há na Europa um ícone bossa nova marcante como há nos Estados Unidos. “A parceria entre Frank Sinatra e Tom Jobim foi um marco. Mas na Europa não existiu nada parecido.”

Sobre o público inglês, o músico revela: “Para os que previamente já ouviram bossa nova é um prazer orgástico, principalmente quando toco músicas que não são tão conhecidas ou sucessos com novos arranjos. Para aqueles que ouvem pela primeira vez é uma surpresa grata. Os intérpretes devem estar sempre muito próximos da audiência e fazer com que eles se sintam parte da performance”.

Este ano, para celebrar os 50 anos da bossa nova, Gui Tavares produziu a peça Pobre Menina Rica, juntamente com Rogério Correa e Maria O`Connell, em Londres. Ele teve a oportunidade de contar com a participação especial de um de seus autores: o cantor e compositor Carlos Lyra. “Foi uma experiência muito gratificante, principalmente porque Carlos Lyra agradeceu muito por nós cuidarmos tão bem de sua obra. Lyra tem minha admiração desde a primeira vez que o ouvi em programas de rádio e tevê. Eu ficava gravando as performances dele em meu pequeno gravador cassete e depois passava dias e dias tirando as melodias de ouvido. Nunca imaginei que, um dia, acabaria fazendo este musical que ele tanto falava, ainda mais contando com sua participação.” Na ocasião, a participação de Lyra foi simplória, mas emocionante – tanto para a platéia quando para o próprio músico, que chorou ao entoar a canção Minha Desventura.

http://igpop.ig.com.br/bossanova/noticias/2008/09/01/bossa_na_terra_da_rainha_1612102.html

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Lyra e Menescal contam histórias sobre a Bossa Nova em DVD

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

(materia especialpara o iG)

O documentário intimista “Bossa Brazil – Histórias sobre o nascimento da Bossa Nova”, narrado por Carlos Lyra e Roberto Menescal, foi lançado há algumas semanas no Reino Unido e já está esgotado em algumas lojas especializadas. Escrito e dirigido pelo cineasta brasileiro Paulo Thiago, o documentário revela episódios dos primórdios da bossa nova.

Entre os diversos “causos”, está a primeira apresentação de Carlos Lyra e Roberto Menescal, juntamente com a cantora Silvinha Telles, ainda no colegio Mallet Soares, em 1956, em Copacabana. O cartaz anunciava a cantora e um “Grupo Bossa Nova”. Curioso, Menescal foi perguntar ao diretor quem era o tal grupo que tocaria também. Meio constrangido, o professor desculpou-se e revelou que eram eles mesmos, e como não sabia o nome do grupo formado por Lyra e Menescal, colocou simplesmente “bossa nova”.

Em meio a essa e outras lembranças, o espectador entende como e por que esse movimento nasceu no Rio de Janeiro. Guiado pelas fábulas de Lyra e Menescal, todos os principais músicos participantes desse estilo são relembrados. Durante quase duas horas, a dupla passa pelo hotel Plaza Copacabana, pela Hípica, pelas salas de aula onde montaram Academias de Violão, nos anos 70, pelo apartamento de Nara Leão, apartamento de Lyra – onde João Gilberto assoviava para a mãe de Carlos o chamar para tomar um café – e por todos os cenários que marcaram o nascimento da bossa nova.

Outros músicos e personalidades que contribuem com o relato e, é claro, cantam sucessos entre um e outro fato são Sérgio Cabral, Alaíde Costa, Arthur da Távola, Carlos Diegues, João Donato, Durval Ferreira, Paulo Jobim, Luís Carlos Miele, Nelson Motta, Iko Castro Neves, Sérgio Ricardo, Ronaldo Bôscoli, Elizeth Cardoso, Vinicius de Moraes, Astrud Gilberto, João Gilberto, Antonio Carlos Jobim, Nara Leão e Otávio Terceiro. Sem dúvida, imperdível.

http://igpop.ig.com.br/bossanova/noticias/2008/08/31/lyra_e_menescal_contam_historias_sobre_a_bossa_nova_em_dvd_1607092.html

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Gilberto Gil emociona conterrâneos em Londres

20, Agosto 2008 · 2 Comentários

divulgacao

Cantando com um violão, e algumas vezes acompanhado pelo filho Ben, Gilberto Gil mostrou-se muito à vontade no palco do Barbican Theatre, na segunda-feira, 31 de março. Embalando um repertório composto por 18 músicas, algumas inéditas, que estão sendo gravadas para o próximo disco, e outras clássicas, que provocam nó na garganta daqueles que vivem longe. Depois de quatro anos sem compor, Gil brinca durante o show que o presidente Lula tem sido muito paciente com ele, concedendo dois meses por ano de folga do Ministério para se dedicar à música.

Após a primeira música, “Máquina de Ritmo”, Gil revela como sente-se feliz por voltar a Londres e poder apresentar-se no Barbican – primeiro local onde, durante o exílio, subiu num palco londrino. Contou que a cidade está em terceiro lugar em sua lista de favoritas, atrás de Salvador e Rio de Janeiro, respectivamente.

Com freqüência, Conversou e interagiu com a platéia, sendo chamado de ‘lindo’ e ‘gostoso’, que agradeceu lisonjeado e fez piada sobre ‘como é gostoso o meu francês’. Gil emocionou brasileiros e estrangeiros cantando em português, inglês e francês músicas que retratam as últimas três décadas de sua carreira, seguindo o projeto do disco que este show foi baseado Gil Luminosos. Não ficou de fora “Exotérico”, “Super-Homem”, “Aquele Abraço”, “Expresso 2222”, “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, “Three Little Birds”, “Não Chores Mais” e “Tempo Rei”, que já compõem um espetáculo e tanto.

Citações de Gil durante show

- “Quando eu estava completando 64 anos de idade, junto com o autor, meu amigo Paul, pois nós somos do mesmo ano, mesma idade… Hoje eu vejo que é tão legal ter esta bela e incrível canção britânica, e cantada em ritmo de bossa nova.” O amigo Paul que Gil cita é o ex-Beatle McCartney, a música é “When I’m 64”.

- “Esta música que eu acabei de cantar, “Metáfora”, é uma das músicas que eu tenho pena e me sinto culpado por não cantar em inglês, para vocês poderem entender a letra, pois fala sobre esse brilhante artista que é o poeta, de sua solidão e ao mesmo tempo de suas idéias tão iluminadas quando retrata coisas cotidianas da vida”.

- “Ele entrou no palco como um jogador de futebol, correndo para entrar no gramado (risos). Meu filho é flamenguista, eu sou fluminense no Rio, aqui eu torço pelo Chelsea. ‘Para vencer ou perder, seguimos o Azul’ (grito da torcida do Chelsea que rima em inglês). Por que eu vivi lá nos primeiros anos que estive aqui, perto do estádio, daí me tornei torcedor do Chelsea. Eles eram ruins na época, agora que eles estão melhores, muito dinheiro, podem contratar bons jogadores… Futebol e brasileiros, um objeto comum em nossas conversas, não temos escapatória (mais risos)”, Gil comenta e discorre sobre sua paixão pelo futebol após seu filho, Bem Gil, subir ao palco.

- “Este foi um baião que é um estilo dentro da família do forró, como é o xote, o xaxado, enfim, a música brasileira é uma mistura, sobre influências de todos os lugares, Europa, África. Então vou tocar um xote novo pra vocês”, resume antes de cantar “Despedida de Solteira”.

- “ ‘A Faca e o Queijo’ é uma música que fala sobre o relacionamento do casamento. Há muitos anos eu escrevi uma música pra minha esposa, daí ela reclamou que eu não dedicava mais música nenhuma pra ela e, então, eu escrevi esta. Eu espero que ela tenha gostado. Eu gostei!”. Em meio a risadas, alguém na platéia berra “Quem é a faca e quem é o queijo?” e Gil se delicia numa risada gostosa “Fantástico!”, mas não revela quem é quem.

- “Eu escrevi esta música quando estava em Senegal, dois anos atrás, em meio a preparações e reuniões com pessoas de todo o mundo para preparar o festival de arte que acontecerá ano que vem no país. O slogan da África agora é a renascença do continente. A África e o último local que o processo ainda tem que acontecer em totalidade, realmente. É o único lugar no mundo… Europa está ok, América do Norte ok, América do Sul nós estamos (pausa)… ok, Ásia está aí, olha a China com os Jogos olímpicos. A África ainda merece mais nossa atenção”, discursou antes de cantar em francês “La Renaissence Africaine”.

- “Quando eu fui para Los Angeles, em 1970, pra grava o álbum ‘O Rouxinol’ e tinha esta música, escrita originalmente em português, eu acabei fazendo uma tradução bem ruim para o inglês… Mas vou cantar as duas versões agora para vocês”, desculpa-se sem muito motivo.

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Público pede músicas em show de Milton com Belmondo

22, Julho 2008 · 1 Comentário

Uma noite para ficar na história do pequeno clube Jazz Café, em Camden Town

Assim pode ser descrita a fantástica apresentação de Milton Nascimento com a banda francesa de jazz Belmondo, um incrível quinteto composto pelos músicos Lionel Belmondo, no sax e flauta, Stéphane Belmondo, no trompete e metais, Eric Legnini, ao piano, Thomas Bramerie, no baixo acústico, e André Ceccarelli, na bateria. A apresentação marcou a estréia do CD que os jazzistas fizeram em homenagem ao músico brasileiro – e tiveram a oportunidade de tê-lo como convidado! A gravação do CD, em Paris, contou também com a participação da Orquestra Nacional d’Ile de France.

Com uma abertura instrumental, Milton sentou-se no topo da escada que dá para o palco, vinda do restaurante-terraço, curtindo os primeiros acordes da noite, como outra pessoa qualquer da platéia. Descendo ao palco, cantou sucessos como “Ponta de Areia”, “Nada Será Como Antes”, “Travessia” e “Milagre dos Peixes”. Realmente, Milton Nascimento merece um palco maior, numa casa mais condizente com sua importância como músico, mas qualquer oportunidade de vê-lo deve ser agarrada com ambas as mãos, como descreveu crítico inglês

Os fãs que gritaram por “Maria, Maria” tiveram o pedido atendido, com direito a uma improvisação espetacular dos franceses, que foram tomados de surpresa quando Milton iniciou a canção, sozinho com seu violão. Mas já na segunda estrofe, os franceses acompanharam a música, primorosamente, diga-se de passagem, chegando até a liderar e chamar o público para fazer o coral “arre, arrea, arre, arre, arre ie ie”.

Definitivamente, um espetáculo para ficar na história de um clube de esquina, de jazz, em Camden Town.

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Daniela Mercury ofereceu o Canto da Cidade aos imigrantes brasileiros

16, Julho 2008 · 4 Comentários

By Randes Nunes

Após uma apresentação estonteante no domingo, 1º de junho, com mais de duas mil pessoas, na Brixton Academy, Daniela Mercury se superou no show de terça-feira, 3, no Guanabara, recebendo um público bastante reduzido, mas que pulou e dançou samba-reggae como se estivesse em Salvador.
Sorrindo sempre e trabalhando como se estivesse de férias, Daniela atendeu os vencedores da promoção do Brazilian News com uma alegria contagiante logo depois da passagem de som na terça-feira. Fotos, autógrafos, presentes e choros a parte, Daniela explicou e desculpou-se pela falha da produção e organização que não conseguiram trazê-la a tempo de falar com eles após o show de Brixton.
Ainda com o relógio apertado, ela conversou relaxadamente mais de vinte minutos com o Brazilian News.
- A poucos minutos de entrar no palco você está aqui super à vontade conversando com a gente. Você não fica mais nervosa?
Daniela Mercury: Esta é a quinta ou sexta vez que venho à Inglaterra, é a 13ª turnê internacional então eu já vou ficando mais tranqüila, mas internamente sempre tem uma adrenalina nos minutos antes de subir ao palco. Ás vezes eu nem me dou conta do quão nervosa eu fico, porque a adrenalina se transforma em outra coisa, e serve também para aquecer o corpo, para preparar a gente num momento de muita atenção, de concentração, de entrega, o que me ajuda a entrar no palco com muita energia. Já pensou se a gente não tivesse emoção, se tudo fosse muito brando, e eu não sou branda, eu sou extremamente intensa em tudo. Eu sempre pergunto a minha mãe o motivo dessa energia toda, se foi a comida, se foi genética… Quando eu era criança meu apelido era pinga-fogo pra vocês verem, a pessoa não era quieta! Não foi à toa que virei bailarina, para poder concentrar essa energia toda e botar pra fora, me expressar. Sempre fui muito expressiva, comunicativa, mas também tenho meu lado reflexiva, quietinha. Mas toda a eletricidade, a moleca que eu sempre fui, se coloca no palco.
- Como você iniciou sua carreira na música? Você compõe e interpreta, quais são a suas influências mais fortes?
Daniela: Acho que a partir da dança eu virei artista. Meu pai sempre cantava muito em casa pra gente, eu acordava aos domingo ouvindo vários clássicos, até cheguei a gravar um cd de clássico incluindo “Beatles” que eu tava cantarolando na passagem de som. E toda minha família, ninguém cantada ou tocava, minha irmã mais nova, Vânia Abreu, também virou cantora, meu irmão mais novo era DJ, o mais velho também já teve uma empresa de som. Minha irmã mais velha, que não é cantora, canta lindamente. Muitos amigos acabaram se profissionalizando também. E foi com um grupo de amigos que faziam serenatas que eu descobri que podia cantar. E fui cantando, mas eu não pensava em ser cantora, não. A música foi me convidando, tive convites para fazer trio elétrico por muitos anos, fiz barzinho por muitos anos. Depois para fazer parte da banda de Jerônimo, depois da de Gil. Na época eu já tinha iniciado de carreira, tinha minha banda, era solista, mas esperei definir qual realmente seria meu caminho, escolher o que eu iria fazer conceitualmente para depois assinar contratos. Eu cantava muito samba-jazz na noite, mas quando vem esse batuque, essa coisa de carnaval baiano, essa antropofagia baiana que engole tudo, mistura tudo… Daí a cantora resolveu fazer samba-reggae e ser preta!
Mas desde os 13 anos que eu escrevo poesia. Como minha tia escrevia poesia, minha vó portuguesa, Josefina, recitava poesia, daí acho que eu fiquei com esse gosto pela poesia. Juntando com a música o que eu tentava escrever… Mas acho que as canções acabam nascendo junto com a letra, minhas impressões e reflexos, várias dos meus primeiros dois discos ainda. Músicas que foram sucessos na Bahia, que o Brasil não conhece muito “Vida que vida é uma saída…”, é minha maneira de ver o mundo. Os títulos dos meus discos quase todos são meus, de canções minhas.
- Em qualquer lugar do mundo que você vai esta música ainda é e, provavelmente sempre será, reconhecida. Qual tua relação com esta canção que é de tua autoria?
Daniela: É engraçada, pois “O Canto da Cidade” é uma música que fala do negro “A cor dessa cidade sou eu”, e da discriminação “Não diga que não me quer, não diga que não quer mais”, e eu aqui, quando cantei em Brixton, dediquei aos brasileiros que moram aqui. Que têm uma vida muito difícil longe de sua família, longe de seu país, de sua cultura. Pois eu sei o que é ficar muito longe de casa, sei o que é sentir saudades, parece que sempre há algo faltando. Então quando eu cantei, eu vi que “O Canto da Cidade” também simbolizava essa luta dos imigrantes para ser cidadão. É o que os brasileiros têm que cantar pra essa cidade, pois todos os brasileiros iluminam qualquer lugar que eles vão, que é essa força de vida que a gente têm. Você me perguntou… Daniela de onde vem essa energia? Acho que vou responder agora: É porque eu sou brasileira!
- A Daniela moraria fora do Brasil?
Daniela: Eu acho que os brasileiros, pelo menos a maioria, não decide morar pra sempre fora do país. Vem morar por necessidade, conseguir um dinheiro a mais pra enviar pra família, ter uma vida melhor, ou por sonho de conhecer o mundo, de dialogar com outras culturas, de se aperfeiçoar. Eu duvido que eles saiam querendo ficar fora, e eu jamais seria essa brasileira pra mudar isso. Desde pequena como bailarina eu tinha esse sonho de viajar, dançar em todos os lugares do mundo, todo mundo quer voar! Mas eu já não consigo sair da Bahia, sou uma das poucas artistas, creio que da minha geração, eu fui a primeira que decidi ficar em Salvador. Eu vivo no avião, mas minha casa é lá! Ano passado eu fiz uma brincadeira de ficar contando os trechos aéreos, 312! Isso não é morar em lugar nenhum, não é?!
- Para você como artista, como está o nosso Brasil hoje?
Daniela: Eu sou filha de assistente social, sempre acompanho o que está acontecendo no mundo, e faço um pedido a todos os brasileiros para colocar educação em primeiro lugar. Eu acho que o brasileiro não se manifesta, eu queria que as pessoas falassem mais, reclamassem mais, acho que é importante pra exercer nosso papel de cidadão. Outra coisa é que falamos muito de direitos, mas muitos esquecem que o cidadão também tem deveres. Por isso é nosso dever lutar por isso, cuidar do que é público, respeitar os espaços públicos, exigir que a escola pública seja melhor com os pais e alunos, sabendo que são eles que pagam por tudo aquilo através dos impostos. Mas uma população que não está preparada para assumir este espaço tem que ser educada para isso. Por isso que eu acho que educação deve ser prioridade para o Brasil melhorar, ou vamos ficar sempre pra atrás. Com nossa economia mais estabilizada nos temos que projetar nossos sonhos pro futuro e começar agora agir para melhorar a educação. Mas isso agora, no presente, pois a partir da educação as outras questões irão melhorar consequentemente, como a questão indígena que é complicadíssima. Tinha um amigo meu que falava que as pessoas tinham que aceitar o mundo como ele é, e eu falo que aceitar é respeitar. Isso vem com a educação do povo!

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‘Chega de saudade’ em Londres – pelo menos, por uma noite

7, Julho 2008 · Deixe um comentário

Uma semana para celebrar os 50 anos e entrar na história da Bossa Nova, teve seu início com um memorável show no Barbican Hall, na segunda-feira, 26 de maio.

Comandando o show a cantora e compositora Joyce introduziu os colegas Carlos Lyra, Roberto Menescal, Wanda Sá, Dori Caymmi que se revezaram na primeira parte do espetáculo, denominada Clássicos da Bossa Nova. Com pouco mais de uma hora de duração, a platéia teve a oportunidade de ouvir “Minha Namorada”, “Influência do jazz”, “Chega de Saudade”, “O Barquinho”, “Você” e, para finalizar, todos juntos retornaram ao palco para fechar o primeiro bloco do show, cantando uma composição inédita homenageando os 50 anos do estilo.

Após o intervalo, a homenagem à Bossa Nova continuou com Marcos Valle, João Donato, Celso Fonseca, Clara Moreno, Vinícius Cantuária, Patrícia Alvi embalando sucessos como “Samba de verão”, “Ela é carioca”, “Mais que nada”, “Meu Samba Torto”, entre outras.

Ao final, Joyce retornou ao palco, chamando as outras ‘garotas de Ipanema’, Clara e Wanda, para acompanhá-la na famosa canção de Tom e Vinicius, juntamente com Menescal.

E, como não poderia deixar de ser, todos os músicos, cantores e compositores deram uma canja – unidos no palco do Barbican formando imagem emocionante – com um pot-pourri iniciado pelo consagrado “Samba de Bênção”, do poeta Vinicius de Morais.

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