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Trio Jobim e Milton Nascimento participam do ‘London Jazz Festival’ com repertório de Tom

30, Novembro 2008 · Deixe um comentário

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Abrindo com a inigualável “Garota de Ipanema”, cantada em Inglês e Português, o Trio Jobim arrepiou a platéia com sua harmonia, qualidade musical e de arranjos, além, obviamente, do repertório ideal a amantes da Bossa Nova. Composto por Paulo Jobim ao violão, Daniel Jobim ao piano – respectivamente filho e neto do maestro brasileiro –, Paulo Braga na bateria e Rodrigo Braga no baixo, o Trio Jobim ainda é acompanhado pela voz excepcional de Milton Nascimento, que adentra o palco na quarta música da apresentação, entoando “É só tinha que ser com você”.

A turnê nacional e internacional nasceu do disco lançado no início deste ano que reúne músicas de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes. Na época, Paulo Braga revelou que Milton era a pessoa ideal para interpretar tal repertório. “O próprio Tom dizia que só o Milton podia cantar suas músicas”, afirmou.

A apresentação, que aconteceu na última quinta-feira, 20, no Royal Festival Hall, como parte da programação do ‘London Jazz Festival’, revelou uma intimidade e química única entre os artistas de gerações diferentes e influências diversas. Milton conversou com a platéia o tempo todo em inglês, sempre brincando com sua limitação em expressar-se na língua. No decorrer do show, que durou uma hora e meia, 15 músicas foram cantadas. Os destaques foram “Brigas Nunca Mais”, “Chega de Saudades”, “Eu Sei Que Vou te Amar”, “Samba do Avião”, sem falar no bis com – como em qualquer apresentação de Milton – “Maria, Maria”.

Umas das faixas do disco, “Dias Azuis” é uma composição de Daniel Jobim, cantada em duo com Milton. “Eles ouviram por acaso e gostaram, mas se eu estivesse lá, não teria deixado entrar no disco”, brincou Daniel. Usando o chapéu que pertencia a seu avô, além de posicionar-se no palco também em seu local – em frente ao piano –, Daniel cantou magistralmente em Inglês a canção “Águas de Março”, deixando escapar ao final da toada uma confissão, “Não tinha certeza se conseguiria cantar até o final”, e um sorriso.

Milton Nascimento ainda afirmou a imprensa carioca pouco antes de começar a turnê deste disco que não sabe quanto tempo tem de carreira, mas que é possível que a parceria renda novos discos e turnês. É esperar para conferir!

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Público pede músicas em show de Milton com Belmondo

22, Julho 2008 · 1 Comentário

Uma noite para ficar na história do pequeno clube Jazz Café, em Camden Town

Assim pode ser descrita a fantástica apresentação de Milton Nascimento com a banda francesa de jazz Belmondo, um incrível quinteto composto pelos músicos Lionel Belmondo, no sax e flauta, Stéphane Belmondo, no trompete e metais, Eric Legnini, ao piano, Thomas Bramerie, no baixo acústico, e André Ceccarelli, na bateria. A apresentação marcou a estréia do CD que os jazzistas fizeram em homenagem ao músico brasileiro – e tiveram a oportunidade de tê-lo como convidado! A gravação do CD, em Paris, contou também com a participação da Orquestra Nacional d’Ile de France.

Com uma abertura instrumental, Milton sentou-se no topo da escada que dá para o palco, vinda do restaurante-terraço, curtindo os primeiros acordes da noite, como outra pessoa qualquer da platéia. Descendo ao palco, cantou sucessos como “Ponta de Areia”, “Nada Será Como Antes”, “Travessia” e “Milagre dos Peixes”. Realmente, Milton Nascimento merece um palco maior, numa casa mais condizente com sua importância como músico, mas qualquer oportunidade de vê-lo deve ser agarrada com ambas as mãos, como descreveu crítico inglês

Os fãs que gritaram por “Maria, Maria” tiveram o pedido atendido, com direito a uma improvisação espetacular dos franceses, que foram tomados de surpresa quando Milton iniciou a canção, sozinho com seu violão. Mas já na segunda estrofe, os franceses acompanharam a música, primorosamente, diga-se de passagem, chegando até a liderar e chamar o público para fazer o coral “arre, arrea, arre, arre, arre ie ie”.

Definitivamente, um espetáculo para ficar na história de um clube de esquina, de jazz, em Camden Town.

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