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Juninho revela sonho de realizar grande show gratuito

24, Setembro 2008 · Deixe um comentário

Juninho e esposa Luana

Juninho e esposa Luana

O empresário paulista José Carlos de Almeida Júnior, natural de Itapetininga, é o responsável por agitar Londres desde o início desde ano. Ele é o diretor da empresa de entretenimento JC Enterprise, que comanda juntamente com outros membros da família. A próxima atração, inclusive, acontece na próxima sexta-feira, 3, na Brixton Academy, com a estrela baiana Claudia Leite. Abadás foram confeccionados especialmente para o evento, vindos diretamente da Bahia, dando a opção ao público comprar ou não, com a pequena diferença de £ 3 libras no valor do convite.

José Carlos, mais conhecido como Juninho, conversou com o Brazilian News para contar um pouco de sua história, conquistas, convívio na comunidade brasileira, sonhos e planos futuros.

Com um currículo variado, Juninho saiu há oito anos do Brasil, sendo que quatro anos antes de vir a Londres, morou na Suíça.

“Minha irmã que me convenceu a vir para Londres, sugerindo que eu trabalhasse com aluguel de casas. Na época ela dizia que eu me daria bem trabalhando com isso. Quando cheguei, comecei a segurar placa, como todo mundo, mas poucos meses depois, eu, realmente comecei a trabalhar com aluguel de casas como minha irmã achava que me daria bem”.

Juninho explica a conexão de sua empresa com a GO. “A Go Money Tranfers é uma empresa parceira da JC, pertence as minhas irmãs, e nós trabalhamos em conjunto o que ajuda a firmar o nome das empresas no mercado. Além de ser uma companhia confiável, ainda trazermos cultura para comunidade brasileira local”.

Para ele a maior dificuldade para os imigrantes é o choque “da chegada”. “Você tem que dividir a casa com pessoas que não conhece. A mudança de vida, com menos conforto, alem da responsabilidade que aumenta muito não estando próximo à família. E para mim, que nunca havia trabalhado antes no Brasil, apenas havia estudado. Eu cresci muito morando fora. Um exemplo disso era que, no Brasil, se minha mãe não passasse manteiga no pão para mim, eu ia para a escola sem tomar café”, admite. Outra situação extrema que passou, não tem vergonha de revelar. “Cheguei a recolher comida no lixo da loja “Boots”, pois a cada dois dias eles colocavam fora.”

Com o trabalho nas casas, ele relembra situações hilárias. “Quando comecei a trabalhar com aluguel eu não tinha transporte e nem funcionários! Carregava móveis sozinho nos ônibus. Uma vez minha irmã estava no ônibus e ouviu alguém tentando argumentar com o motorista para deixá-lo entrar no ônibus com três colchões. Inglês meia boca… Era eu, e aquele já era o terceiro ônibus que eu tenta entrar! E não deixou, fiquei esperando outros vários ônibus! Uma vez eu usei um carrinho de bebê para levar uma televisão dentro do ônibus. Cobri o carinho e fui, só falei ‘Não chora, criança’”, diverte-se após o acontecido.

Mas ao ser perguntado sobre as oportunidades que a Inglaterra dá, Juninho é enfático: “O melhor nesse país é que quem vem aqui para trabalhar pode ter tudo. Eu sou um cara que às duas da manhã, você me encontra entregando “flyer” na rua. Eu contrato pessoas, mas sempre estou junto também, pois eu acho que esse contato direto dá mais credibilidade ao trabalho e os funcionários apreciam este empenho. Eu contrato apenas brasileiros para trabalhar comigo e meus negócios também são direcionados à comunidade brasileira. Eu vejo que de 2005 para cá a comunidade cresceu de forma absurda! Tem muitos brasileiros aqui e todos têm oportunidade”.

Para manter contato com a comunidade que pertence e trabalha, Juninho tenta estar presente em todos os eventos, festas, boates com festa brasileira, mesmo que apenas consiga dar uma “passadinha”. A área que avalia uma concentração maior de brazucas é no North West londrino. “A grande concentração está, realmente, na região da NW10, onde eu moro e onde até nos ‘indianos’ eu coloco pôster. Os ônibus número 6, 18 e 98 são os que você encontra a massa brasileira. Eu às vezes falo, ‘vamos voltar de ônibus’, daí já entramos distribuindo ‘flyers’ para todo mundo dentro do ônibus”, confessa.

Um apoio muito válido que Juninho enfatiza ser necessário para a comunidade brasileira conquistar mais espaço são as associações. “Para melhorar esta comunidade eu acho que o trabalho das associações deve ser mais divulgado. Como a ABRAS, por exemplo. É muito importante todos os brasileiros saberem que podem recorrer a este local para o que for preciso. Pois eles não conhecem, e os muitos ilegais que estão aqui não sabem que podem procurá-los sem medo. Eu visto a camisa deles e, sempre que puder, tentarei ajudar a associação a continuar esse trabalho maravilhoso. Eu nem conheço ninguém lá, mas sou totalmente a favor a causa deles”, diz.

Com todo este trabalho, Juninho ainda conta um pouco sobre o grande sonho de sua vida profissional. “Meu grande sonho é fazer um grande show, com artistas brasileiros, aberto a todo o público. Já estou trabalhando nesse projeto e, se Deus quiser, logo, logo estaremos divulgando este projeto. Este é o meu sonho!”

Um de seus show foi adiado para 2009, mas Juninho garante aos fãs de Bruno e Marrone que eles virão com certeza, no início do ano que vem. Entao é esperar e desejar mais sucesso a este empresário vencedor, um exemplo a ser seguido por todos os brasileiros imigrantes.

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Adeus, Pequim; bem-vinda, Londres

27, Agosto 2008 · 6 Comentários

 

Estrelas do pop, atletas do time da Grã-Bretanha e convidados, policiais, árbitros e mais de 40 mil pessoas reuniram-se no último domingo, 24, em frente ao Palácio de Buckingham, no centro da capital inglesa, para iniciar a contagem regressiva para as Olimpíadas de Londres, marcada para 2012. Cantando “We are the champions”, os organizadores da festa esperaram passar a idéia de felicidade e diversão para os próximos Jogos Olímpicos.

Um grande palco foi erguido em frente à morada da família real inglesa e, enquanto a música tocava, os mestres de cerimônias convidavam os policiais fardados a entrarem na festa, uma cena difícil de imaginar em Pequim. Uma infinidade de bandeirinhas com o logo das Olimpíadas 2012 eram agitadas durante as apresentações e quando entradas nos telões, diretamente do outro lado do mundo e outras localidades no Reino Unido, aconteciam. Além de Londres, cerimônias e festas marcaram a transmissão da sede olímpica de Pequim para a capital inglesa, em 20 localidades do Reino Unido.

Enquanto isso, em Pequim, outros britânicos ilustres, como o prefeito Boris Johnson, o jogador de futebol David Beckham, o guitarrista Jimmy Page e a cantora Leona Lewis, participaram da cerimônia de encerramento da edição chinesa nos jogos. Os londrinos que acompanharam a cerimônia chinesa mostraram-se mais entusiasmados com a presença de Beckham do que com a do prefeito da cidade, que estava no encerramento para receber a tão aguardada bandeira com os aros olímpicos.

A rainha Elizabeth II felicitou a delegação britânica que esteve em Pequim por uma “competição memorável”, a melhor em cem anos. “A todos os participantes, e a todos os que os apoiaram tão bem, envio minhas mais calorosas felicitações. Como nação, agora voltamos nossas atenções para a realização dos Jogos Olímpicos de Londres”, disse a chefe de Estado em sua mensagem oficial.

“O movimento olímpico serve para fazer o mundo ficar junto”, afirmou Michael Phelps, que compareceu no show londrino. Os organizadores de Londres-2012 sabem que não conseguirão fazer os Jogos nas proporções de Pequim, já que o investimento feito será menos que a metade do que foi gasto na cidade chinesa.

Mas nada desanima os ingleses nesta nova empreitada. “Esse dia marca o começo de nossa jornada de quatro anos para sediar uma grande Olimpíada em uma grande cidade”, disse o presidente do Comitê Olímpico de Londres, o ex-atleta Sebastian Coe. “Os olhos do mundo se voltarão para Londres nesse dia em que Pequim se despedirá e nós estaremos prontos para receber o mundo”.

O evento terminou com o vôo dos famosos aviões Red Arrows, considerados embaixadores da Força Aérea Real (RAF) e do Reino Unido em espetáculos aéreos. As cores da bandeira inglesa coloriram o céu no final da tarde de domingo.

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Greenwich: uma aula de história

22, Julho 2008 · 2 Comentários

Já notou que em alguns casos o horário vem seguido pelas letras GMT? O significado disso está no parque de Greenwich, que corresponde ao G da sigla e o restante das palavras mean time, que significa tempo médio e é usado como marco da hora zero do mundo.

O parque de Greenwich abrange 74 hectares, incluindo partes inclinadas que oferecem uma vista privilegiada do rio Tâmisa, de Docklands, Blackheath, prédios de Bank e até a Catedral de São Paulo.

Foi o primeiro dos parques reais a ser cercado e nele estão prédios históricos importantes para a história inglesa como o Old Royal Observatory (Antigo Observatório Real), o Observatory Planetarium (Planetário), e tem como vizinho o Royal Naval College (Faculdade Real Naval), National Maritime Museum (Museu Nacional Marítimo) e a Queen’s House (Casa da Rainha).

O local foi habitado pelos Romanos por um tempo, porém sempre estará fortemente ligado à nobreza e a família real britânica. Desde que as terras do parque foram herdadas pelo Duque de Gloucester, irmão do Rei Henry V, gerações de monarcas viveram momentos significantes nesse magnífico parque.

Greenwich foi o local onde nasceu Henry VIII, quem introduziu veados e cedros no parque. Suas duas filhas, Mary I e Elizabeth I, também nasceram ali. Seu filho Edward VI faleceu em Greenwich antes de completar 16 anos.

O Rei Charles II foi o responsável por trazer ciência ao parque. Ele fundou a Royal Society (Sociedade Reais), em 1661, mesmo ano que iniciou a construção do Observatório Real, nominado Flamsteed em função do primeiro astrônomo real, John Flamsteed. Hoje, a peça pode ser encontrada no Museu Nacional Marítimo.

A partir de um hobby da realeza, somente séculos mais tarde que a idéia de uma hora única no país começou a ser elaborada. Seguindo a idéia de Dr. William Hyde Wollaston (1766-1828), popularizada por Abraham Follett Osler (1808-1903), foi criada uma única hora legal para todo o país (Inglaterra, Escócia e País de Gales). Foi a primeira nação no mundo a implementá-la.

Esta hora legal era medida pelo Observatório Real de Greenwich, em cooperação (desde 1830) com outros observatórios mundiais, e fundamentava-se em eventos astronômicos, em especial na rotação da Terra. O Observatório de Greenwich havia já desempenhado uma posição muito importante na navegação marítima baseada na medição exata do tempo.

Na seqüência, na década de 1840, as diversas horas locais britânicas foram substituídas pelo Greenwich Mean Time (GMT) ou Tempo Médio de Greenwich, também conhecido por hora de Londres.
A primeira companhia de caminhos de ferro britânica a adotar a hora de Londres foi a Great Western Railway, em Novembro de 1840. Rapidamente outras companhias a seguiram, e por 1847 quase todas usavam GMT. Em 22 de setembro de 1847, uma entidade de normalização industrial, a Railway Clearing House, recomenda que a hora GMT seja adotada em todas as estações, assim que os Correios Centrais o permitissem. (Os Correios Centrais faziam a comunicação da hora por telégrafo). Em 1855, a maioria dos relógios públicos da Grã-Bretanha apresentava a hora GMT.

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Bushy: de campo medieval a parque da realeza

22, Julho 2008 · Deixe um comentário

Aula de história, diversão, prática de esportes, passeio ou simples descanso; escolha qual das possibilidades oferecidas pelo Bushy Park mais agrada e venha visitar o segundo maior parque real.

Vizinho ao Palácio de Haptom Court, segundo maior em extensão entre os parques reais, base militar em guerras mundiais, campo de escavações da era medieval. Esses são apenas alguns do muitos tópicos sobre a história do Bushy Park, a ‘bela adormecida’ entre os parques reais, que mistura avenidas, jardins, campos e monumentos, a sudoeste de Londres.

Mais de quatro mil anos atrás, os campos, hoje designados de Bushy Park, foram habitados durante a Era do Bronze, como confirmam escavações arqueológicas realizadas no perímetro do parque. Uma carroça e um túmulo dessa era medieval foram encontrados ali e, desde então, estão sendo exibidos no Museu Britânico. Esta área é um dos maiores e mais complexos campos de escavações no condado londrino de Middlesex.

Mesmo com o passar dos anos, essa essência rural sempre predominou na região. Em 1529, o cardeal Thomas Wolsey, proprietário do palácio e terras ao redor, doou seu patrimônio ao Rei Henry VIII. Unindo essas terras, Henry VIII criou e cercou o Bushy Park, com o objetivo de usá-lo para caçar veados – como tantos outros parques nessa época. Esses animais ainda podem ser avistados em grandes quantidades pelo parque.

Com 4,5 km² de área, o Bushy Park está situado entre os bairros de Kingston Upon Thames, Teddington, Hampton e Hampton Wick. Sua principal avenida, Chestnut, corta toda a extensão norte-sul do parque, com tráfego diário de carros, e, na principal rotatória, exibe a Fonte Diana, rainha da guerra para os romanos, erguida para homenagear a Rainha Henrietta Maria, no século XVII. A fonte foi movida algumas vezes de lugar, mas hoje em dia, encontra-se definitivamente na avenida Chestnut, circundada por um pequeno açude, onde é possível praticar a pesca.

O rio Longside, que tem 19 km de comprimento, foi criado artificialmente, em 1610, pelo Rei Charles I em função da falta de água constante que acontecia no Palácio Hampton Court. Além do rio, vários canais foram desenhados pelo parque para servir de fonte aos animais.

Na I Guerra Mundial, tropas canadenses usaram algumas das casas do parque e improvisaram um hospital. Na II Guerra Mundial, a participação do Bushy foi mais além. Parte do parque foi transformada no Quartel General das Forças Expedicionárias Aliadas, que incluía Estados Unidos, França e Inglaterra.

Estacionamentos, banheiros, cafeteria e parquinho para crianças são outras facilidades do parque que atraem muitas famílias, principalmente nos fim de semana. Atividades esportivas também estão sempre em alta pelos parques reais. No Bushy não poderia ser diferente, o time de futebol Teddington RFC treina periodicamente no parque. Outros dois times, Hampton Cardinals FC e Rising Sun Pub FC, também alugam os gramados do Bushy vez ou outra. A mais antiga equipe de hóquei, ainda em atividade, Teddington Hockey Club, orgulhosamente tem sua sede no parque. Tênis, rúgbi, futebol americano, e outros esportes menos profissionais, como peladas, peteca, frisby, e outros também tomam seu lugar pelos gramados do Bushy Park todos os dias.

Saindo de Waterloo, os trens para chegar ao parque são para as estações Teddington, Hampton Wick e Hampton Court.

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