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Grã-Bretanha endurece regras para imigrantes

7, Março 2009 · 1 Comentário

O governo britânico deverá endurecer as regras para os trabalhadores imigrantes de fora da União Européia, declarou a ministra do Interior Jacqui Smith à BBC.

A partir de abril, os imigrantes de fora da União Européia que queiram imigrar para a Grã-Bretanha sem uma oferta de emprego terão de ter um mestrado – e não apenas curso universitário, como nas regras atuais – e um salário anterior equivalente a 20 mil libras por ano (cerca de R$ 70 mil).

“Estou, na verdade, aumentando o nível de exigência”, disse a ministra.

Pelas regras atuais, a permissão de entrada na Grã-Bretanha de trabalhadores qualificados de fora da União Européia pelo programa “Highly Skilled Worker” é baseada em um sistema de pontuação que leva em conta os rendimentos anteriores, possível experiência anterior no país, idade, nível de conhecimento da língua inglesa e fundos para iniciar a vida na Grã-Bretanha.

Portanto, se o candidato, por exemplo, tiver um salário anterior inferior a 20 mil libras ele ainda poderia compensar a falta de pontos nesta categoria com mais pontos em categorias como ensino e nível de conhecimento da língua ou vice-versa.

Crise econômica

O Ministério do Interior decidiu endurecer as exigências em uma resposta à atual crise econômica e às crescentes queixas de trabalhadores britânicos de que imigrantes estariam tirando os empregos da população local.

Segundo a ministra, o governo tem de garantir que sua política em relação aos trabalhadores estrangeiros responda às circunstâncias atuais e afirmou que imigrantes qualificados não deveriam ocupar cargos que não tenham sido anunciados para trabalhadores britânicos.

“Estou propondo, por exemplo, que não seja possível alguém chegar ao país e obter um emprego que exige qualificação, a menos que a vaga já tenha sido anunciada para candidatos britânicos e não tenha sido preenchida”, disse Smith.

A ministra também ordenou que seja investigado o impacto da chegada das famílias de trabalhadores imigrantes à Grã-Bretanha.

No ano passado, o número de trabalhadores estrangeiros na Grã-Bretanha chegou a 3,8 milhões.

Porém, um porta-voz do Partido Conservador, de oposição ao governo, acusou Smith de estar tangenciando o problema.

“Jacqui Smith está claramente preocupada com o nervosismo das pessoas em relação aos níveis de imigração que temos visto sob este governo”, disse Damian Green.

“Ela tem razão, mas o que ela está fazendo não é o suficiente. É preciso um limite anual explícito no número de pessoas entrando aqui.”

“Isso deixaria as pessoas confiantes no sistema, nós teríamos o número certo de pessoas, bem como os talentos que precisamos neste país”, afirmou Green.

O Ministério do Interior estima que, com as medidas, 12 mil imigrantes a menos entrariam na Grã-Bretanha a cada ano.

Qualificações

A ministra ainda propõe novos programas para qualificar trabalhadores britânicos nas áreas em que falta mão-de-obra.

“Nós vamos rever as qualificações e adotar ações onde quer que identifiquemos uma falta”, disse Smith.

O uso de trabalhadores estrangeiros voltou a causar polêmica na Grã-Bretanha depois que uma semana de disputa em uma refinaria francesa no leste da Inglaterra, operada pela Total, fez com que a empresa concordasse em empregar mais moradores locais.

A ministra disse ainda que o Comitê de Aconselhamento sobre Migração deve estudar também a questão das famílias que acompanham os trabalhadores não-europeus.
“Há várias perguntas que queremos fazer: seu acesso ao mercado de trabalho; e até que ponto eles, bem como as pessoas que vêm com eles, precisam demonstrar que contribuição farão à economia britânica”, disse Smith.

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Juninho revela sonho de realizar grande show gratuito

24, Setembro 2008 · Deixe um comentário

Juninho e esposa Luana

Juninho e esposa Luana

O empresário paulista José Carlos de Almeida Júnior, natural de Itapetininga, é o responsável por agitar Londres desde o início desde ano. Ele é o diretor da empresa de entretenimento JC Enterprise, que comanda juntamente com outros membros da família. A próxima atração, inclusive, acontece na próxima sexta-feira, 3, na Brixton Academy, com a estrela baiana Claudia Leite. Abadás foram confeccionados especialmente para o evento, vindos diretamente da Bahia, dando a opção ao público comprar ou não, com a pequena diferença de £ 3 libras no valor do convite.

José Carlos, mais conhecido como Juninho, conversou com o Brazilian News para contar um pouco de sua história, conquistas, convívio na comunidade brasileira, sonhos e planos futuros.

Com um currículo variado, Juninho saiu há oito anos do Brasil, sendo que quatro anos antes de vir a Londres, morou na Suíça.

“Minha irmã que me convenceu a vir para Londres, sugerindo que eu trabalhasse com aluguel de casas. Na época ela dizia que eu me daria bem trabalhando com isso. Quando cheguei, comecei a segurar placa, como todo mundo, mas poucos meses depois, eu, realmente comecei a trabalhar com aluguel de casas como minha irmã achava que me daria bem”.

Juninho explica a conexão de sua empresa com a GO. “A Go Money Tranfers é uma empresa parceira da JC, pertence as minhas irmãs, e nós trabalhamos em conjunto o que ajuda a firmar o nome das empresas no mercado. Além de ser uma companhia confiável, ainda trazermos cultura para comunidade brasileira local”.

Para ele a maior dificuldade para os imigrantes é o choque “da chegada”. “Você tem que dividir a casa com pessoas que não conhece. A mudança de vida, com menos conforto, alem da responsabilidade que aumenta muito não estando próximo à família. E para mim, que nunca havia trabalhado antes no Brasil, apenas havia estudado. Eu cresci muito morando fora. Um exemplo disso era que, no Brasil, se minha mãe não passasse manteiga no pão para mim, eu ia para a escola sem tomar café”, admite. Outra situação extrema que passou, não tem vergonha de revelar. “Cheguei a recolher comida no lixo da loja “Boots”, pois a cada dois dias eles colocavam fora.”

Com o trabalho nas casas, ele relembra situações hilárias. “Quando comecei a trabalhar com aluguel eu não tinha transporte e nem funcionários! Carregava móveis sozinho nos ônibus. Uma vez minha irmã estava no ônibus e ouviu alguém tentando argumentar com o motorista para deixá-lo entrar no ônibus com três colchões. Inglês meia boca… Era eu, e aquele já era o terceiro ônibus que eu tenta entrar! E não deixou, fiquei esperando outros vários ônibus! Uma vez eu usei um carrinho de bebê para levar uma televisão dentro do ônibus. Cobri o carinho e fui, só falei ‘Não chora, criança’”, diverte-se após o acontecido.

Mas ao ser perguntado sobre as oportunidades que a Inglaterra dá, Juninho é enfático: “O melhor nesse país é que quem vem aqui para trabalhar pode ter tudo. Eu sou um cara que às duas da manhã, você me encontra entregando “flyer” na rua. Eu contrato pessoas, mas sempre estou junto também, pois eu acho que esse contato direto dá mais credibilidade ao trabalho e os funcionários apreciam este empenho. Eu contrato apenas brasileiros para trabalhar comigo e meus negócios também são direcionados à comunidade brasileira. Eu vejo que de 2005 para cá a comunidade cresceu de forma absurda! Tem muitos brasileiros aqui e todos têm oportunidade”.

Para manter contato com a comunidade que pertence e trabalha, Juninho tenta estar presente em todos os eventos, festas, boates com festa brasileira, mesmo que apenas consiga dar uma “passadinha”. A área que avalia uma concentração maior de brazucas é no North West londrino. “A grande concentração está, realmente, na região da NW10, onde eu moro e onde até nos ‘indianos’ eu coloco pôster. Os ônibus número 6, 18 e 98 são os que você encontra a massa brasileira. Eu às vezes falo, ‘vamos voltar de ônibus’, daí já entramos distribuindo ‘flyers’ para todo mundo dentro do ônibus”, confessa.

Um apoio muito válido que Juninho enfatiza ser necessário para a comunidade brasileira conquistar mais espaço são as associações. “Para melhorar esta comunidade eu acho que o trabalho das associações deve ser mais divulgado. Como a ABRAS, por exemplo. É muito importante todos os brasileiros saberem que podem recorrer a este local para o que for preciso. Pois eles não conhecem, e os muitos ilegais que estão aqui não sabem que podem procurá-los sem medo. Eu visto a camisa deles e, sempre que puder, tentarei ajudar a associação a continuar esse trabalho maravilhoso. Eu nem conheço ninguém lá, mas sou totalmente a favor a causa deles”, diz.

Com todo este trabalho, Juninho ainda conta um pouco sobre o grande sonho de sua vida profissional. “Meu grande sonho é fazer um grande show, com artistas brasileiros, aberto a todo o público. Já estou trabalhando nesse projeto e, se Deus quiser, logo, logo estaremos divulgando este projeto. Este é o meu sonho!”

Um de seus show foi adiado para 2009, mas Juninho garante aos fãs de Bruno e Marrone que eles virão com certeza, no início do ano que vem. Entao é esperar e desejar mais sucesso a este empresário vencedor, um exemplo a ser seguido por todos os brasileiros imigrantes.

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