Entradas do Novembro 2008

Trio Jobim e Milton Nascimento participam do ‘London Jazz Festival’ com repertório de Tom

30, Novembro 2008 · Deixe um comentário

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Abrindo com a inigualável “Garota de Ipanema”, cantada em Inglês e Português, o Trio Jobim arrepiou a platéia com sua harmonia, qualidade musical e de arranjos, além, obviamente, do repertório ideal a amantes da Bossa Nova. Composto por Paulo Jobim ao violão, Daniel Jobim ao piano – respectivamente filho e neto do maestro brasileiro –, Paulo Braga na bateria e Rodrigo Braga no baixo, o Trio Jobim ainda é acompanhado pela voz excepcional de Milton Nascimento, que adentra o palco na quarta música da apresentação, entoando “É só tinha que ser com você”.

A turnê nacional e internacional nasceu do disco lançado no início deste ano que reúne músicas de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes. Na época, Paulo Braga revelou que Milton era a pessoa ideal para interpretar tal repertório. “O próprio Tom dizia que só o Milton podia cantar suas músicas”, afirmou.

A apresentação, que aconteceu na última quinta-feira, 20, no Royal Festival Hall, como parte da programação do ‘London Jazz Festival’, revelou uma intimidade e química única entre os artistas de gerações diferentes e influências diversas. Milton conversou com a platéia o tempo todo em inglês, sempre brincando com sua limitação em expressar-se na língua. No decorrer do show, que durou uma hora e meia, 15 músicas foram cantadas. Os destaques foram “Brigas Nunca Mais”, “Chega de Saudades”, “Eu Sei Que Vou te Amar”, “Samba do Avião”, sem falar no bis com – como em qualquer apresentação de Milton – “Maria, Maria”.

Umas das faixas do disco, “Dias Azuis” é uma composição de Daniel Jobim, cantada em duo com Milton. “Eles ouviram por acaso e gostaram, mas se eu estivesse lá, não teria deixado entrar no disco”, brincou Daniel. Usando o chapéu que pertencia a seu avô, além de posicionar-se no palco também em seu local – em frente ao piano –, Daniel cantou magistralmente em Inglês a canção “Águas de Março”, deixando escapar ao final da toada uma confissão, “Não tinha certeza se conseguiria cantar até o final”, e um sorriso.

Milton Nascimento ainda afirmou a imprensa carioca pouco antes de começar a turnê deste disco que não sabe quanto tempo tem de carreira, mas que é possível que a parceria renda novos discos e turnês. É esperar para conferir!

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‘Blindness’ – Ensaio sobre a Cegueira – estréia com expectativa no Reino Unido

25, Novembro 2008 · Deixe um comentário

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Na próxima sexta-feira, 21, entra em cartaz em todos os cinemas do Reino Unido o filme ‘Blindness’, que tem o mesmo título original em Português do livro em que é baseado, ‘Ensaio sobre a Cegueira’, obra homônima do escritor português José Saramago. Com direção do brasileiro Fernando Meirelles, reconhecido internacionalmente pelos trabalhos anteriores em “O Fiel Jardineiro” e “Cidade de Deus”, transporta para o cinema uma das mais aclamadas obras do único escritor de língua Portuguesa ganhador de um Prêmio Nobel.

Uma cidade grande é devastada por uma epidemia instantânea de ‘cegueira branca’. Face ao misterioso surto, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados em quarentena, num hospital abandonado pelas autoridades governamentais. A cada dia, aparecem mais pacientes e, aos poucos, a recém-criada ‘sociedade de cegos’ entra em colapso. Os cegos são, no fundo, seres humanos capazes de roubar, estuprar, cometer violência, etc.

Porém, há uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afetada por esta praga, que acompanhou o marido cego para o asilo. Assim, mantendo em segredo seu trunfo, convivendo e vendo os problemas em que todos estão afundando, ela sente-se responsável, culpada e incapaz de continuar a jornada que está destinada. Através de conflitos e afeições que se desenvolvem durante o filme, ela passa a tomar conta de outros sete personagens que se tornam, em essência, uma família.

Filmado em Toronto, São Paulo e Montevidéu, cenas belíssimas compõem o cenário esdrúxulo em que todo o mundo se transforma pela incapacidade de ver. Caos, lixo, sujeira, desprezo, tristeza, solidão são fatos e sentimentos que se misturam e completam a mensagem que Saramago exibe em suas páginas tão magistralmente e Meirelles sofre com a dificuldade de mostrar através de imagens a cegueira.

Mas o resultado é impressionante e, com certa, digno das lágrimas derramadas por Saramago após assistir o filme pela primeira vez. “Fernando, estou tão feliz por ter visto este filme como estava quando acabei de escrever este livro”, revelou o escritor, após enxugar lágrimas que não paravam de descer-lhe pelo rosto. “É mesmo: O senhor não sabe como me deixa feliz também!”, exclamou Meirelles beijando a testa de Saramago.

O Brazilian News conversou exclusivamente com o diretor Fernando Meirelles e também participou de uma mesa com outros jornalistas com o escritor canadense Don McKellar, que além de assinar o roteiro, interpreta o ‘Bom Samaritano/Ladrão’ no filme.

Entrevista exclusiva com Fernando Meirelles

Brazilian News: Qual aspecto do livro do Saramago teve que ser modificado para poder escrever o roteiro e criar a trama cinematográfica da história de “Ensaio sobre a Cegueira”?

Fernando Meirelles: A maior diferença é o desenvolvimento dos personagens. No livro eles começam e acabam praticamente iguais, no filme sempre tem um conflito entre os casais, então eles começam de um jeito e depois daquela experiência, quando o filme termina, eles estão transformados. Mas acho que isso é pela necessidade de movimento do filme, pois no livro eu não senti falta. Mas no filme a gente sentiu falta de ter mais movimento emocional e psicológico dos personagens. De resto a trama é muito similar.

BN: Como foi o desenvolvimento da linguagem visual do filme. Há vários momentos em que a imagem está bastante clara, ou distorcida, com muita luz. Isso foi uma escolha sua?

Meirelles: Sim, pois a gente precisava representar a cegueira com imagem, o que é difícil. Então o que eu e o Cesar Charlone [Diretor de Fotografia] tentamos fazer foi criar vários truques pra tirar um pouco a confiabilidade ou a importância das imagens. Então, tem muitos momentos que a imagem está fora de foco, ou você vê apenas um reflexo, ou o reflexo do reflexo, um enquadramento muito errado, torto, e também usamos este truque de deixar a imagem muito branca, porque a cegueira da qual a gente está falando as pessoas não enxergam as escuras, elas enxergam tudo branco, como se estivessem num mar de leite como é descrito no filme. Em vários momentos realmente você não consegue ver a imagem de tão branca que ela está e tudo isso, de certa forma, ajuda a por o expectador neste mundo da cegueira, ou seja, num mundo no qual você não pode confiar muito na imagem porque ela não te diz muito. Ela é meio torta, meio errada.

BN: Anos atrás você havia tentado fazer este mesmo filme. Como foi receber o convite para dirigir o “Blindness”?

Meirelles: Pois é, foi uma surpresa! Pois eu quis comprar os direitos do livro em 1997 e o Saramago não vendeu. Um dia eu recebi um telefonema deste produtor canadense me oferecendo a direção, perguntando se eu conhecia essa história, se eu tinha interesse em ler. E eu respondi que não só conhecia como já tinha tentado comprar a história. Daí ele me enviou o roteiro, foi para São Paulo uns três dias depois, conversamos e aqui estou eu. Entrei no projeto e agora estamos lançando o filme.

BN: Como você descreveria a experiência de ter trabalhado com um elenco que tem nomes como Julianne Moore, Danny Glover e Gael Garcia Bernal?

Meirelles: Na realidade é um ‘casting’ pesado em nome, mas de uma leveza para o trabalho impressionante. A Julianne Moore é extremamente generosa, fácil de lidar, comprometida com o trabalho. Todos os dias ela chegava no ‘set’ cheia de idéias e com vontade de trabalhar.

Para falar a verdade, acho que esta foi a experiência de filmagem mais agradável que eu tive, pois o elenco ficou tão unido, ficou tão amigo, a gente dava tanta risada juntos. O período das filmagens foi muito gostoso, muito bom, muito pela integração da equipe. Pois trabalhando numa historia tão sombria, foi curioso de ter tido uma experiência tão agradável na realização.

BN: O filme recebeu críticas em Cannes, após a primeira apresentação. Depois disso algumas modificações foram feitas. As críticas influenciaram nessa decisão?

Meirelles: O filme recebeu crítica, mas a gente nem mudou muito em função das críticas. Talvez um pouco, mas principalmente porque o filme não estava acabado. Nós corremos muito para ter o filme pronto e conseguir apresentar em Cannes, e não tivemos tempo nem de checar a cópia. Nós só checamos na projeção com mil pessoas já em Cannes. Então, saindo do festival fomos acabar direito o filme, demos um tempo e repensamos algumas coisas e tal. Aí, eu recoloquei algumas cenas que eu tinha tirado no início, tirei algumas narrações que tinha colocado e achei melhor ficar sem elas. Com isso, acho que o filme ficou no tom certo, vamos ver o que vai acontecer. No Brasil o filme foi lançado há oito semanas e está indo extremamente bem, contabilizando 800 mil expectadores, o que no Brasil é um ótimo resultado. No México eu soube que está muito bem também. Está saindo no Japão, Portugal e aqui [Reino Unido], dia 21.

BN: Eu conversei com o escritor Don McKellar anteriormente sobre a internacionalização dos personagens, utilização de várias línguas e não identificação de uma cidade específica. Mas o livro do Saramago transparece certa particularidade, ou mesmo em função da narrativa dele.

Meirelles: Porque é muito português você diz?

BN: Você não sente isso?

Meirelles: Eu quando li o livro, eu sempre imaginava que aquela história, aquele lugar era meio Lisboa nos anos 40 ou 50. Eu li o livro com essa imagem. Mas no filme a gente não queria fazer isso, pois se a gente faz algo assim, as pessoas iriam achar que é uma história sobre Portugal, sobre a época do Salazar, entre outras leituras. Então a idéia foi colocar num local não identificado. Eu filmei muito em São Paulo, mas a gente nunca diz que é São Paulo, as placas são em inglês. É uma cidade grande, genérica, que pode ser qualquer lugar. Intencionalmente eu tirei de Portugal, ou dos Estados Unidos, ou do Canadá. Deixei o filme mais aberto, mais genérico.

BN: Como você lidou com as críticas negativas, principalmente a americana?

Meirelles: Eu soube das críticas, evidentemente, mas eu fui aconselhado a não ler as críticas. Me falaram ‘Vai ficar lendo? Para quê? Só vai te aborrecer e não vai ajudar em nada…’. Então eu não li. Claro que eu preferiria que só tivesse havido críticas boas. Houve algumas boas. O ‘The Guardian’, por exemplo, já que estamos aqui na Inglaterra, publicou uma crítica ótima. Classificou o filme como quatro estrelas, em quatro. Teve também críticas duras, mas eu entendo por que é uma história difícil. Eu não esperava mesmo que fosse um filme que emplacasse de ponta a ponta. Os americanos acham o filme violento demais, o que é curioso vindo de um país que invade os outros, entra em guerra a cada dois anos, que tem esse presidente, acha esse filme violento. Mas eu aceito totalmente a opinião dos outros, eu sou um democrata.

BN: Como foi a reação do Saramago que estava sentado ao seu lado no momento da exibição?

Meirelles: Você consegue ver isso no You Tube, está lá a reação dele. É indescritível!

Don McKellar fala sobre Meirelles

BN: Qual o principal motivo por vocês terem escolhido Fernando Meirelles para dirigir este filme?

Don McKellar: Quando fomos falar com o Saramago ele nos perguntou qual o motivo que a gente queria fazer um filme sobre a cegueira, tendo em vista que o cinema é uma arte visual e obviamente a cegueira é o contrário disso. A gente sempre soube disso, mas isso me fez pensar ainda mais em como deveríamos tratar o problema para que a essência do livro que é tão bela não se perdesse nas telas. Assim, nós sabíamos que precisávamos de um diretor que estivesse pronto para esse desafio. A visualização é essencial e é o centro da história para o filme. Não é algo óbvio ou apenas uma cobertura do filme, mas sim fundamental para o filme, como ele seria visto e entendido. Então, nós teríamos que escolher alguém que fosse possível se adaptar a esta situação, alguém que conseguisse imaginar o filme ao ler o ‘script’. Quando Fernando leu, ele disse que aquilo fazia sentido a ele, e era isso que estávamos buscando.

BN: Como ator, como foi trabalhar com Meirelles?

Don McKellar: Fantástico! Eu tenho certeza que todos os atores concordam que é uma alegria e satisfação trabalhar com Meirelles. Todos o amam! No momento em que você o conhece ele é tão charmoso e gracioso a tão humilde que chega até a chocar! Ele realmente nos inspira a todos a dar o melhor de si, de se envolver no projeto de corpo e alma. Quando eu terminei o roteiro e vim a saber que estaria atuando no filme, eu me preparei psicologicamente para agüentar a experiência que imagina vir a ser a mais dolorosa. E não foi! Foi um prazer surpreendente. Todos os atores ficaram bastante surpresos. Eu me lembro, um dia no ‘set’, após as filmagens das cenas de estupro, duas mulheres que passaram os últimos dias em condições muito aquém das ideais, quando terminou a cena foram até o Fernando e o agradeceram, e ele “Porque você está me agradecendo?”. Eu nunca estive num ‘set’ onde todos estavam unidos, sem esse tipo de hierarquia e tal. E isso é por causa do Fernando, sua maneira de trabalhar.

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Seu Jorge apresenta show do CD “América Brasil”

8, Novembro 2008 · Deixe um comentário

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O vozeirão do cantor Seu Jorge voltou a ecoar em terras londrinas na quinta-feira, 30, em show na RoundHouse, em Chalk Farm. Na apresentação, Seu Jorge apresentou o seu novo CD “América Brasil”, com o recentes sucessos “Mina do Condomínio” e “Trabalhador”.

Ao longo do espetáculo não faltaram os clássicos mais antigos “Pretinha”, “Carolina”, entre outros, que fazem um mix de samba, rock, funk e reggae.

Dividiram o palco com o cantor, os músicos Pretinho da Serrinha, Miudinho, Nenê Brown e Quininho, na percussão; Sidão, no baixo; Adriano Trindade, na bateria; Junior Gaiato, no violino e gaita; e Marcio Negri, Chiquinho e Reginaldo nos metais.

Um show prometido para embalar a platéia, motivo pela escolha de um local onde há a opção de assistir ao espetáculo em pé, para dançar, o público só sacudiu mesmo na hora do bis, quando Seu Jorge e banda tocaram clássicas marchinhas de carnaval – impossível ficar parado, principalmente metade das pessoas no local que eram brasileiros, muitos dos quais estão anos sem pular o carnaval na terrinha.

Jorge Mário
Jorge Mário da Silva (nome de batismo de Seu Jorge) é carioca, primogênito de quatro filhos. Começou a trabalhar cedo, em uma borracharia, aos 10 anos de idade. Seu contato com a música surgiu de seu convívio na adolescência com rodas de samba e os bailes de funk da periferia carioca.

Apesar de ter sido sem-teto por três anos, sua sorte mudou ao ser descoberto pelo teatro, onde participou de diversos musicais. Anos depois participou da formação da extinta banda Farofa Carioca, em 1998, até seguir carreira solo.

Atualmente, a carreira (musical e artísistica) de Seu Jorge é reconhecida no Brasil e no exterior. Ele atuou nos filmes brasileiros “Cidade de Deus”, “Casa de Areia”; e estrangeiros como “The Life Aquatic with Steve Zissou”, no qual canta versões em português de músicas de David Bowie, e mais recentemente em “The Scapist”.

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Bossa Nova em Londres: por uma cantora britânica

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

Há sete anos, Maria O`Connell teve a oportunidade de passar um ano no Brasil. “Antes de eu visitar o país, não tinha idéia da riqueza e diversidade musical que existe no Brasil. Fiquei em São Paulo, mas tive sorte e viajei para várias outras partes do país e pude experimentar todos esses sons, ritmos e musicalidade que há no povo brasileiro”, recorda.

Na época, Maria foi convidada para cantar com o quarteto Zumbaia, participando de várias feiras, eventos e, é claro, barzinhos pela Vila Madalena. “Eu amo o som da língua Portuguesa quando cantada e o sentimento que é transmitido. Para mim é uma língua belíssima, muito musical e poética. Por esse motivo, eu tento interpretar as canções da forma mais honesta possível, mas sendo sincera comigo como cantora também. Espero que minhas performances sejam autênticas o suficiente para os amantes da Bossa Nova”.

Mas Maria sente-se confortável cantando em Inglês, especialmente por acreditar que os brasileiros gostam de ouvir sua música sendo cantada no idioma de Shakespeare. “Numa das feiras em que cantei, uma senhora veio me cumprimentar pelo meu Inglês que era ‘perfeito’ quando cantava… Adorei e me diverti muito com o elogio”.

Para comemorar os 50 anos do estilo, Maria produziu e atuou na peça musical Pobre Menina Rica, em Londres, juntamente com Rogério Correa e Gui Tavares. Numa das apresentações, Carlos Lyra foi o convidado especial da noite. “Ele subiu ao palco em apenas uma canção, mas foi um momento de muita emoção. Eu fiquei bastante comovida em cantar na presença dele. Lyra é um homem adorável, com um ótimo senso de humor, além de um músico extraordinário!”

Com uma educação clássica na bagagem, Maria destaca o trabalho de Tom Jobim na Bossa Nova. “Eu estudei French Chanson do século 19 e 20 e isso me ajudou bastante a cantar Bossa Nova. Este estilo é a união do poeta e do compositor, assim como aconteceu com Tom e Vinicius. Às vezes eu escuto canções de Jobim, especialmente ao piano, e me lembra muito Debussy e Poulenc e, aparentemente, Jobim foi realmente influenciado por Debussy. Então, eu percebi que a Bossa Nova não é apenas um som específico, e sim uma mistura de diferentes estilos, ritmos e influências da história musical brasileira com as experiências musicais que seus criadores tiveram”, analisa.

Apesar da difícil escolha – “escolher a favorita, mas eu amo todas elas” –, Maria opta por Chega de Saudade como sua canção preferida. “Eu amo a melodia, o sentimento, o som das palavras e sua cadência, e ainda dá para ouvir um ritmo de samba. Parece aquele tipo de música que cabe em qualquer ocasião, você consegue se imaginar dançando, pulando no carnaval ou relaxando num local aconchegante com apenas voz e violão”. Entre as intérpretes da Bossa Nova, a cantora irlandesa destaca Leila Pinheiro, Elis Regina, Nara Leão e Paula Morelenbaum.

Envolvida de corpo e alma com a Bossa Nova, atualmente Maria está trabalhando num show com músicas de Chico Buarque que deve estreiar, nos palcos de Londres, em novembro. É aguardar para conferir!

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Bossa na terra da rainha

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

Bossa Nova em Londres pelos olhos – ou melhor, os ouvidos – de um músico brasileiro

(materia especial para o iG)

De uma família de músicos que estiveram diretamente envolvidos com a bossa nova, Gui Tavares divulga o estilo em Londres, desde 2000, quando realizou sua primeira apresentação abrindo um show de João Gilberto, no consagrado Barbican Hall. Três anos depois, quando se mudou para a capital inglesa, Gui começou a desenvolver diversos trabalhos na Inglaterra e em toda a Europa, como o álbum Amigos & Friends, no qual gravou quatro músicas dedicadas a Roberto Menescal, João Gilberto e Marcos Valle. “Eu me considero um músico de bossa nova, pois iniciei meus estudos musicais a partir dela”, relata.

“A bossa nova sempre foi querida em todo o mundo desde seu aparecimento, é algo que quando toca um coração, contagia e faz se apaixonar. Por isso, muitas bandas internacionais usam esse estilo em seus shows. Posso citar Sting, George Michael, George Fame, Ella Fitzgerald, Burt Bacharach, Quincy Jones, Al Jareau”. Apesar dos músicos serem fãs do estilo, segundo Gui Tavares, não há na Europa um ícone bossa nova marcante como há nos Estados Unidos. “A parceria entre Frank Sinatra e Tom Jobim foi um marco. Mas na Europa não existiu nada parecido.”

Sobre o público inglês, o músico revela: “Para os que previamente já ouviram bossa nova é um prazer orgástico, principalmente quando toco músicas que não são tão conhecidas ou sucessos com novos arranjos. Para aqueles que ouvem pela primeira vez é uma surpresa grata. Os intérpretes devem estar sempre muito próximos da audiência e fazer com que eles se sintam parte da performance”.

Este ano, para celebrar os 50 anos da bossa nova, Gui Tavares produziu a peça Pobre Menina Rica, juntamente com Rogério Correa e Maria O`Connell, em Londres. Ele teve a oportunidade de contar com a participação especial de um de seus autores: o cantor e compositor Carlos Lyra. “Foi uma experiência muito gratificante, principalmente porque Carlos Lyra agradeceu muito por nós cuidarmos tão bem de sua obra. Lyra tem minha admiração desde a primeira vez que o ouvi em programas de rádio e tevê. Eu ficava gravando as performances dele em meu pequeno gravador cassete e depois passava dias e dias tirando as melodias de ouvido. Nunca imaginei que, um dia, acabaria fazendo este musical que ele tanto falava, ainda mais contando com sua participação.” Na ocasião, a participação de Lyra foi simplória, mas emocionante – tanto para a platéia quando para o próprio músico, que chorou ao entoar a canção Minha Desventura.

http://igpop.ig.com.br/bossanova/noticias/2008/09/01/bossa_na_terra_da_rainha_1612102.html

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Lyra e Menescal contam histórias sobre a Bossa Nova em DVD

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

(materia especialpara o iG)

O documentário intimista “Bossa Brazil – Histórias sobre o nascimento da Bossa Nova”, narrado por Carlos Lyra e Roberto Menescal, foi lançado há algumas semanas no Reino Unido e já está esgotado em algumas lojas especializadas. Escrito e dirigido pelo cineasta brasileiro Paulo Thiago, o documentário revela episódios dos primórdios da bossa nova.

Entre os diversos “causos”, está a primeira apresentação de Carlos Lyra e Roberto Menescal, juntamente com a cantora Silvinha Telles, ainda no colegio Mallet Soares, em 1956, em Copacabana. O cartaz anunciava a cantora e um “Grupo Bossa Nova”. Curioso, Menescal foi perguntar ao diretor quem era o tal grupo que tocaria também. Meio constrangido, o professor desculpou-se e revelou que eram eles mesmos, e como não sabia o nome do grupo formado por Lyra e Menescal, colocou simplesmente “bossa nova”.

Em meio a essa e outras lembranças, o espectador entende como e por que esse movimento nasceu no Rio de Janeiro. Guiado pelas fábulas de Lyra e Menescal, todos os principais músicos participantes desse estilo são relembrados. Durante quase duas horas, a dupla passa pelo hotel Plaza Copacabana, pela Hípica, pelas salas de aula onde montaram Academias de Violão, nos anos 70, pelo apartamento de Nara Leão, apartamento de Lyra – onde João Gilberto assoviava para a mãe de Carlos o chamar para tomar um café – e por todos os cenários que marcaram o nascimento da bossa nova.

Outros músicos e personalidades que contribuem com o relato e, é claro, cantam sucessos entre um e outro fato são Sérgio Cabral, Alaíde Costa, Arthur da Távola, Carlos Diegues, João Donato, Durval Ferreira, Paulo Jobim, Luís Carlos Miele, Nelson Motta, Iko Castro Neves, Sérgio Ricardo, Ronaldo Bôscoli, Elizeth Cardoso, Vinicius de Moraes, Astrud Gilberto, João Gilberto, Antonio Carlos Jobim, Nara Leão e Otávio Terceiro. Sem dúvida, imperdível.

http://igpop.ig.com.br/bossanova/noticias/2008/08/31/lyra_e_menescal_contam_historias_sobre_a_bossa_nova_em_dvd_1607092.html

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Salário mínimo sobe para £5.73 por hora

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

No dia 1 de outubro, o salário mínimo do Reino Unido teve um aumento de 3.8%, chegando ao valor de 5.73 libras por hora. Os maiores beneficiados são as mulheres, pois, de acordo com a associação trabalhista Trade Union Congress (TUC), elas representam dois terços de todos os empregados britânicos que recebem este valor como base de pagamento.

O aumento também ajuda na economia de 245 milhões de libras em benefícios pagos pelo governo, além de diminuir a diferença salarial entre sexos, afirma a TUC. Este é o nono aumento salarial desde sua introdução em 1998, contabilizando 59.2% de reajuste desde então, sendo que o aumento médio salarial ficou em 44.2%.A união também analisa que, ao contrário do previsto, o aumento anual do salário mínimo não provocou perda de postos de trabalho.

O secretário geral do TUC, Brendan Barber, afirma que, apesar de positivo, o aumento não chega a cobrir o elevado custo de vida que aumenta a cada mês.
“O aumento no salário mínimo ajudará milhares de famílias, mas por ainda ser muito baixo e com os altos índices inflacionários, estas mesmas famílias estão pagando mais em comida e energia e não poderão destinar esse aumento para outros gastos a não ser os atuais”, analisa.

Com estes argumentos, Barber solicitou ao grupo de trabalho que trata do assunto (Low Pay Comission) que reconheça os altos níveis de inflação em comparação com o salário mínimo e, para o próximo ano, realize um reajuste de acordo.

Com o aumento, o salário mínimo de um adulto subiu de 5.52 para 5.73 libras por hora. Trabalhadores entre 18 e 22 anos passaram a receber 4.77 e aqueles entre 16 e 17 anos, 3.53 libras.
Mais informações sobre o salário mínimo no Reino Unido, acesse: www.hmrc.gov.uk/nmw.

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UE fecham acordo em Pacto sobre Imigração

3, Novembro 2008 · Deixe um comentário

No final de setembro, o Conselho de Ministros da União Européia (UE) fechou um acordo para a adoção do Pacto Europeu para Imigração e Asilo, um conjunto de medidas que têm como objetivo reforçar o controle da imigração ilegal e, principalmente buscar limitar a chegada de imigrantes ao mercado de trabalho.

O pacto, que será aprovado formalmente pela cúpula de líderes da UE até o final de outubro, opta por uma imigração seletiva e controlada, de acordo com as necessidades trabalhistas e a capacidade de integração do país que ampara o estrangeiro, e reafirma o repudio aos imigrantes ilegais e sem regularizações maciças.
O texto, apoiado de forma unânime pelos 27 países da UE, busca dar um novo impulso para uma política comum de imigração e asilo que leve em conta o interesse coletivo do bloco, ao considerar “imprescindível” que cada Estado-membro leve em conta a União ao aprovar suas políticas no assunto.

Proposto pela França – país à frente da presidência rotativa da União Européia –, o Pacto tem cinco pontos básicos: organizar a imigração legal de acordo com as necessidades e a capacidade de ampará-la, combater a imigração ilegal e expulsar os irregulares, fortalecer os controles fronteiriços, aumentar a cooperação com os países de origem e melhorar o sistema de asilo. “A União Européia não dispõe de meios para receber dignamente todos os emigrantes que esperam encontrar uma vida melhor”, indica o Pacto.
Os imigrantes em situação irregular terão que deixar o território da União Européia e as regularizações serão feitas caso a caso.

Para conseguir as repatriações, haverá a tentativa de estabelecer acordos de readmissão com os países de origem, com os quais também será reforçada a cooperação para combater o tráfico de pessoas.
No início de 2012, serão implantados os vistos com informação biométrica, e até esta data também terá que estar funcionando um registro eletrônico de saídas e entradas na UE.

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